Novos olhares sobre o planeta Terra

Na escola, você era sempre um dos únicos a localizar o Burundi no mapa mundial? Ou ao contrário, nunca conseguiu diferenciar Rondônia do Acre? Não importa: no final das contas, esqueceu tudo, ou quase. E provavelmente nunca entendeu que mapas são algo muito relativo. Claro, todos já sabem que a representação tradicional do mundo, a que está em todos os livros de escola, foi desenhada na Europa, dando ao “velho continente” uma superfície sem relação alguma com a realidade, enquanto África, por ser pobre – e em grande parte negra – parecia minúscula. Ir atrás de mapas com outro centro, ou simplesmente, decidir inverter o mapa, seguindo o lema do poeta uruguaio Mario Benedetti (“El Sur es nuestro Norte”) é, deste ponto de vista, um excelente exercício.

 

Mas dá para fazer mais, graças às novas tecnologias. O site Target Map, por exemplo, “permite que todos (de pessoas físicas a grandes organizações) representem seus dados em mapas de qualquer país do mundo e compartilhem os seus conhecimentos com toda a comunidade da Internet”. Basta escolher um país e um jeito de criar seu mapa, com cores, elementos introduzidos ou até baixados de arquivos do Excel. Em alguns casos,  dá até para usar o CEP para obter mapas ainda mais precisos.

O blog Bored Panda fez uma seleção de “40 mapas que não foram ensinados na escola”, com a idéia, claro, que perdemos tempo na escola. Pois porque ficar surpreso com a falta da arrogância dos norte-americanos após a revelação pelo ex-agente Edward Snowden do amplo programa de espionagem quando se conhece a visão que eles têm do resto do mundo?

 

 

Como um/a tarado/a respeitável poderia escolher direitinho seus próximos destinos turísticos sem olhar antes o mapa do tamanho dos peitos (direção Sibéria!!!) ou aquele do pênis (próximas férias em La Paz???)?

 

 

 

E finalmente, você consegue dizer que hora são na Antártica? Todas…

 

 

Vale a pena olhar a matéria para conferir os 40 mapas, antes de sentar e elaborar o seu.

 

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