A greve geral convocada pela oposição venezuelana fracassou rotundamente

Foto: Agência Efe
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Na véspera da “greve geral” convocada pela oposição venezuelana para a sexta-feira, 28, o presidente da Fedeindustria, Orlando Camacho, assegurava que seus 3500 afiliados não participariam do chamado da Mesa da Unidade Democrática. Ao contrário, Camacho fez um apelo ao diálogo e ao incremento da produção nacional: “O diálogo é a única via para encontrar acordos nos marcos da Constituição”, afirmou em entrevista à imprensa.

O dirigente empresarial destacou que nesse momento a economia venezuelana exige o maior dos esforços para oferecer à população a maioria dos bens e serviços e ressaltou que a Fedeindustria seguirá trabalhando na recuperação da produção e do abastecimento. “Exortamos nossas empresas a continuar trabalhando com o mesmo afinco e esforço a fim de levar o país adiante. Qualquer ação que atente contra o processo de trabalho e da recuperação da produção pode afetar a paz social de que tanto se necessita para poder produzir. Por isso os agentes econômicos não podem utilizar nossas empresas ou os trabalhadores como meio para obter fins políticos”, asseverou Orlando Camacho.

O dirigente patronal concluiu afirmando que “o dever dos empresários é respeitar as instituições e o trabalho para que haja produtos nas prateleiras e o povo possa satisfazer suas necessidades”.

Já no dia ‘d’, à falta de greve na vida real, a oposição fabricou sua própria greve virtual. Apesar do fracasso da greve geral convocada pela direita venezuelana com o fim de desestabilizar o governo, a MUD se esforçou em projetar uma falsa imagem das ruas do país. Publicaram uma foto do metrô de Caracas mostrando assentos de um vagão solitário. Outra imagem dá conta de autopistas e ruas vazias e as portas de correr de lojas comerciais baixadas. Não se sabe a que horas foram as fotos tiradas. Agora, manifestantes grevistas às portas de fábricas ou mesmo de centros comerciais, ou ainda nas ruas e praças nada, absolutamente nada.

O setor petroleiro, as indústrias básicas, as instituições financeiras, as telecomunicações, o transporte de carga e o de passageiros, pequenas e médias indústrias, serviços de saúde, educação, limpeza pública, segurança entre outros trabalharam normalmente e fizeram caso omisso ao chamado irresponsável da MUD.

A realidade superou a fantasia virtual. A população ratificou seu compromisso com o trabalho e a produção. O comércio e os bancos funcionaram com total normalidade, o transporte se movimentou com total regularidade, transportando os usuários para seus locais de trabalho ou estudo.

Até no leste de Caracas, zona residencial da classe média alta, considerada bastião eleitoral da oposição, a situação não foi diferente. As lojas permaneceram abertas e o trânsito foi normal, como qualquer dia de semana.

Resultado da pantomima: antes do cair da tarde, a direita apagou as fotos, e pôs em circulação outros temas, alheios, é evidente, à convocatória.

Em suma, a greve da direita golpista fracassou, mostrando que as grandes maiorias querem paz, democracia, tranquilidade. Não querem golpe, violência, conspiração.