Sem mulheres, sem negros, sem LGBTs: o governo da masculinidade hegemônica

Michel Temer assina notificação de posse como presidente interino encaminhada pelo Senado. Foto: Marcos Corrêa
Michel Temer assina notificação de posse como presidente interino encaminhada pelo Senado. Foto: Marcos Corrêa

Nenhuma surpresa que o gabinete do governo ilegítimo de Michel Temer não tenha nenhuma mulher e nenhuma pessoa preta ou abertamente LGBT. Esse é o governo da masculinidade hegemônica – branca, heterossexual, cisgênera, sexista, racista, LGBTfóbica, elitista.

Uma masculinidade que se exerce através da opressão de tudo o que se apresenta como ameaça para sua perpetuação, como a luta das mulheres, das pretas, das LGBTs, das trabalhadoras. Um governo formado por homens que não veem mulheres, pretas, LGBTs como iguais, e que se impôs como reação a um governo liderado por uma mulher (governo esse que, atenção, nunca foi feminista). Um governo que não pretende somar na luta política por representação e cidadania, mas dividir – poder, cargos, verbas públicas, tudo entre eles e só eles.

Os movimentos de mulheres, de pessoas pretas, de LGBTs, de trabalhadoras não estão e nunca estarão com governos como esse. Que bom.