Barreiras

Livre comércio? Não, obrigado

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Até poucos anos atrás, o livre comércio entre as nações era ferrenhamente defendido pelos países ricos. Os discursos, proferidos em fóruns, na mídia e em reuniões da Organização Mundial do Comércio (OMC) com representantes de mais de 190 países, davam a entender que todo mundo queria o livre comércio, só tinham que chegar a um acordo – que nunca chegava.

Europeus, americanos e japoneses diziam que os países emergentes deviam abrir seus mercados, derrubar barreiras alfandegárias, aumentar suas importações. Para os países mais pobres, o livre comércio era a solução para que enriquecessem.

Agora o discurso virou do avesso. “UE se protege das economias emergentes” é o título de uma matéria do site IBSA News bem esclarecedora sobre o assunto. Desde a crise financeira internacional, desatada em 2007, empresários, governos e trabalhadores europeus pedem medidas protecionistas e barreiras contra o livre comércio, especialmente contra países emergentes como Brasil, Coreia do Sul, China e Índia.

O Brasil, depois de duas décadas de abertura dos portos que destruiu algumas indústrias antes importantes no país (como a de brinquedos e a têxtil) – embora tenha tido inúmeras vantagens – acabou entendendo o jogo. E nos últimos anos impôs barreiras a determinados produtos em uma tentativa legítima de proteger empresas que investem e empregam no país.

“Os governos europeus dominados pela ‘troika’ – Banco Central Europeu, Comissão Europeia e FMI – deliberadamente decidiram retrair seu mercado interno para gerar excedentes exportáveis. É pelas exportações que pretendem sair da crise”, explica o economista José Carlos de Assis, professor de Economia Internacional da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB),  neste artigo divulgado pelo site do jornalista Luis Nassif, no qual rebate as críticas que o governo Dilma vem recebendo por se posicionar na defesa do mercado brasileiro.

 

 

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