Hoje na História: 1790 - Morre o economista Adam Smith

Smith acreditava que a iniciativa privada deveria agir livremente, com pouca ou nenhuma intervenção governamental; livro 'A Riqueza das Nações' examina em detalhes as consequências da liberdade econômica

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Max Altman (1937-2016), advogado e jornalista, foi titular da coluna Hoje na História da fundação do site, em 2008, até o final de 2014, tendo escrito a maior parte dos textos publicados na seção. Entre 2014 e 2016, escreveu séries especiais e manteve o blog Sueltos em Opera Mundi.

Atualizada em 13/07/2017 às 15:43


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O economista e filósofo Adam Smith, celibatário, foi viver com sua mãe seus derradeiros anos em Edimburgo, onde morreu em 17 de julho de 1790, depois de uma dolorosa doença.

Com A Riqueza das Nações, Smith colocou-se como o expositor pioneiro do pensamento econômico. Suas idéias percorrem os trabalhos publicados por David Ricardo e Karl Marx no século XIX e por John Maynard Keynes e Milton Friedman no século XX.

Smith acreditava que a iniciativa privada deveria agir livremente, com pouca ou nenhuma intervenção governamental. A competição livre entre os diversos fabricantes levaria não só à queda do preço das mercadorias, mas também a constantes inovações tecnológicas, no afã de baratear o custo de produção e vencer os competidores.

Ele analisou a divisão do trabalho como um fator evolucionário poderoso a impulsionar a economia. Uma frase sua se tornou famosa: "O mercador ou comerciante, movido apenas pelo seu próprio interesse egoísta, é levado por uma mão invisível a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade." Como resultado da atuação dessa "mão invisível", o preço das mercadorias deveria descer e os salários deveriam subir.

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Smith nasceu em Kirkcaldy, Escócia, em 5 de junho de 1723. Em 1751, foi nomeado professor de lógica da Universidade de Glasgow, sendo transferido em 1752 para a cadeira de filosofia moral. Suas aulas cobriam o campo da ética, retórica, jurisprudência e economia política. Em 1759 publicou sua Teoria dos Sentimentos Morais, que tratava de padrões de conduta ética que mantinham a coesão social, com ênfase na harmonia geral das atividades e motivações humanas.

Deixou a academia em 1764 a fim de ser o tutor do jovem Duque de Buccleuch. Por mais de dois anos viajaram pela França e Suíça, uma experiência que levou Smith a estabelecer contato com seus contemporâneos Voltaire, Jean-Jacques Rousseau, François Quesnay e outros.

Smith mudou-se para Londres em 1776 onde publicou A Riqueza das Nações, que examina em detalhes as consequências da liberdade econômica. Cobria conceitos como o papel do interesse próprio, a divisão do trabalho, a função dos mercados e as implicações internacionais da economia do ‘laissez-faire’. O livro firmou a economia como disciplina autônoma e lançou a doutrina econômica da livre empresa. Smith estabeleceu os fundamentos intelectuais que explicam o livre mercado vigentes até os dias atuais.

Para sublinhar suas convicções liberais, Smith argumentava que Estado e esforços pessoais para promover o bem social eram ineficazes comparados com as desenfreadas forças do mercado. Nessa obra, chegou até a defender o contrabando como atividade legítima em face da legislação ‘antinatural’.

Smith opôs-se veementemente ao mercantilismo, a prática de manter artificialmente um surplus comercial, com base na crença errônea que assim agindo estaria criando riqueza. A vantagem primordial do comércio, argumentava, era que abria novos mercados para bens excedentes e também abastecia o mercado interno com bens do exterior a preços menores que os domésticos. Com isso, Smith adiantou-se a uma sucessão de economistas do livre mercado e pavimentou o caminho para as teorias de David Ricardo e John Stuart Mill da vantagem comparativa.

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