Hoje na História: 64 d. C. - Apóstolo Pedro é crucificado em Roma

Foi dos apóstolos o mais ativo e certamente o mais impulsivo, razão pela qual se tornou o porta-voz e líder reconhecido
Max Altman (1937-2016), advogado e jornalista, foi titular da coluna Hoje na História da fundação do site, em 2008, até o final de 2014, tendo escrito a maior parte dos textos publicados na seção. Entre 2014 e 2016, escreveu séries especiais e manteve o blog Sueltos em Opera Mundi.

Atualizada em 11/10/2017 às 12:00


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Um dos principais apóstolos de Jesus, Pedro, é crucificado em Roma em 13 de outubro de 64 em seguida às perseguições de Nero contra os cristãos. Cristo lhe havia dado esse nome para simbolizar sua função de fundador da Igreja. São Pedro é o apóstolo investido da dignidade de primeiro papa pelo próprio Jesus. “Você é Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”.
'Crucificação de Pedro' por Caravaggio - Wikicommons Pedro nasceu em Bethsaida na Galileia. Pescador no lago Tiberíades, junto com o irmão André, seu nome era Simão, que em hebraico significava “Deus te ouviu”. Simão e André tinham sua própria frota de barcos, em sociedade com Tiago e João. Casado, teria também uma filha, Santa Petronilha. André, depois de ter ouvido de João Batista a exclamação “Eis o anjo de Deus!” apontando para Jesus, contou depois a Simão que havia conhecido o Messias.

Pedro foi chamado por Cristo a segui-lo, dizendo-lhe: “Você é Simão, filho de João. Você se chamará Pedro.” Em seguida, depois da pesca milagrosa, recebeu a promessa de Cristo que se tornaria pescador de almas.

Foi dos apóstolos o mais ativo e certamente o mais impulsivo, razão pela qual se tornou o porta-voz e líder reconhecido: “Te darei a chave do Reino do Céu e tudo o que ligares na Terra terá sido ligado nos céus; e tudo o que desligares na Terra terá sido desligado nos céus.”

Outro dado interessante era a estreita amizade entre Pedro e João Evangelista, atestado por exemplo na Última Ceia, quando pergunta ao Mestre, através do Discípulo Amado, quem o haveria de trair ou quando ambos encontram o sepulcro de Cristo vazio no Domingo de Páscoa. Fato é que tal amizade perdurou até mesmo após a Ascensão de Jesus, como podemos constatar na cena da cura de um paralítico posto nas portas do Templo de Jerusalém.

Não obstante, foi presa de grande temor durante a prisão e o suplício de Jesus e o renegou três vezes. Mas logo se arrepende e deixa cair amargas lágrimas de remorso. Ele não é um asceta, um diplomata e diz o que pensa. E protesta quando o Mestre prenuncia sua iminente morte: “Tem compaixão de ti, Senhor, isso de modo algum te acontecerá.”. Ou quando se recusou a lavar os pés de Jesus durante a última ceia. Porém recebeu admoestações de Cristo e, embora não as compreendendo, se dispôs a aceitá-las por intuir que estava diante da verdade.

Os apóstolos no afã de propagar o cristianismo a todos e não somente aos judeus, depois de permanecer 12 anos em Jerusalém espraiaram-se pelo mundo conhecido de então.

Pedro tinha o dom de operar milagres. À porta do templo curou um pobre aleijado, suscitando entusiasmo entre os populares e preocupação no Sinédrio - sob o domínio romano, assembléia judia de anciãos da classe dominante. É preso, seviciado e miraculosamente libertado. Deixa Jerusalém onde a vida se havia tornado perigosa devido à perseguição de Herodes Antipa. Empreende numerosas viagens antes de se fixar em Roma, centro do imenso Império Romano. Ali se tornou bispo e o primeiro papa durante 24 anos.

Em virtude do incêndio de Roma em 64, do qual foram culpados os cristãos, iniciou-se a primeira perseguição por vontade de Nero e que vitimou milhares de pessoas. Pedro termina na prisão e no mesmo ano é crucificado na colina do Vaticano. Seu corpo é sepultado à direita da via Cornélia, onde mais tarde foi erguida a Basílica Costantiniana.

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