Hoje na História: 1947 - Financista Bernard Baruch cria a expressão 'Guerra Fria'

Conselheiro do governo Harry Truman acreditava no "desespero e derrota" dos opositores dos EUA

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Max Altman (1937-2016), advogado e jornalista, foi titular da coluna Hoje na História da fundação do site, em 2008, até o final de 2014, tendo escrito a maior parte dos textos publicados na seção. Entre 2014 e 2016, escreveu séries especiais e manteve o blog Sueltos em Opera Mundi.

Atualizada em 16/04/2018 às 10:22


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No dia 16 de abril de 1947, o multimilionário e financista norte-americano Bernard Baruch cunha a expressão “Guerra Fria” durante um discurso de inauguração de seu retrato na Câmara de Representantes da Carolina do Sul. Esse termo pegou e, por mais de quatro décadas, a imagem por ela projetada tornou-se o centro da linguagem diplomática em todo o planeta.

Wikcommons

Baruch serviu como conselheiro de presidentes em assuntos econômicos e política externa desde os dias de Woodrow Wilson. Em 1919, foi um dos conselheiros norte-americanos na Conferência de Paz de Versalhes, que encerrou a Primeira Guerra Mundial. Durante a década de 1930, assessorou Franklin Delano Roosevelt e membros do Congresso sobre finanças internacionais e questões ligadas a neutralidade. Após a Segunda Guerra Mundial, continuou sendo um conselheiro confiável do novo governo de Harry Truman.

Seu pronunciamento em abril de 1947, entretanto, foi expresso num contexto totalmente distinto. Seu retrato seria dependurado na Câmara de Representantes do estado. A maioria dos convidados esperava que fizesse apenas uma breve alocução, contudo, Baruch resolveu investir num acalorado ataque aos problemas trabalhistas industriais do país.

Somente por meio da “unidade” entre trabalho e capital, declarou, é que os EUA poderão ter esperança de desempenhar seu papel como uma grande potência “por meio da qual o mundo pode se renovar física e espiritualmente”.

Defendeu jornadas semanais mais longas, pleitos sindicais sem greves e reivindicações empresariais sem demissão de trabalhadores. “É imperativo que indústria e negócios em geral dos EUA trabalhem conjuntamente”, alertou Baruch. "Não nos enganemos. Estamos hoje em meio a uma guerra fria. Nossos inimigos podem ser encontrados em nosso país e pelo mundo afora. Não nos esqueçamos jamais disto:  nossos conflitos internos são a principal razão do sucesso deles. A paz no mundo é a esperança e a meta de nosso sistema político é o desespero e a derrota daqueles que se levantam contra nós. Podemos depender somente de nós mesmos".

O termo “Guerra Fria” foi imediatamente adotado pelos jornalistas e analistas políticos em todo o mundo, fosse qual fosse a orientação ideológica. Trata-se de uma descrição sucinta e adequada da situação existente entre a União Soviética e os EUA: uma guerra sem bomba e sem derramamento de sangue, mas, de toda forma, uma batalha.

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