Hoje na História: 1815 - França, Reino Unido e Áustria fazem aliança secreta contra Prússia e Rússia

Tratado de Paris era destinado a manter "a segurança e a independência" dos três países, que se ajudariam em caso de agressão externa

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Max Altman (1937-2016), advogado e jornalista, foi titular da coluna Hoje na História da fundação do site, em 2008, até o final de 2014, tendo escrito a maior parte dos textos publicados na seção. Entre 2014 e 2016, escreveu séries especiais e manteve o blog Sueltos em Opera Mundi.

Atualizada em 13/12/2017 às 14:58


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Wikicommons - O chanceler francês TalleyrandCharles Talleyrand, hábil chanceler, consegue participar das conferências de paz preparatórias do Congresso de Viena, inicialmente reservadas aos quatro vencedores – Áustria, Rússia, Prússia e Reino Unido. Promete ao ministro de Exterior britânico, Visconde de Castlereagh, apoiar a posição sobre a interdição do tráfico de escravos negros. Manifestou-se igualmente favorável ao restabelecimento dos Bourbons no reino da Duas Sicílias, posição defendida por Londres.

A Áustria desejava mantar no trono de Nápoles seu recente aliado Joachim Murat. Talleyrand obtém a participação de Suécia, Espanha e Portugal na reunião dos Grandes, seus aliados na disputa com os vencedores. Alia-se a Metternich, ministro do exterior austríaco e presidente do Congresso de Viena, para sustentar a manutenção de um reino do Saxe, opondo-se às ambições da Prússia, como contrapartida da anexação pela Prússia da Renânia, o que fazia da Prússia vizinha imediata da França.

Em virtude desta situação, assina em 3 de janeiro de 1815, ao lado da Áustria e do Reino Unido, um tratado secreto destinado a conter a Rússia e a Prússia na Alemanha.

Convencidos o Reino Unido, a Áustria e a França que “deveriam ser mantidos em um estado perfeito de segurança e de independência, para garantir os meios para repelir toda agressão”, resolveram estabelecer uma aliança defensiva.

 

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Esses países decidiram, assim, “engajar-se reciprocamente, agir conjuntamente, com o mais perfeito desinteresse e a mais completa boa fé para levar a efeito o Tratado de Paris. Se qualquer afronta às possessões de algum deles ocorrer é como se o ataque se desse contra os três, obrigando-os a se assistirem mutuamente a fim de repelir tal agressão”.

No caso de esforços para resolver amigavelmente as ameaças promovidas por uma ou mais potências serem ineficazes, cada um dos signatários deveria dispor imediatamente de um corpo militar de ao menos 150 mil homens, sendo 120 mil de infantaria, 30 mil de cavalaria e uma divisão de artilharia, além de munição proporcional ao número de tropas, que estariam prontas para entrar em combate no prazo máximo de 6 semanas.

O acordo estipulava ainda que se a Inglaterra demonstrasse dificuldades em fornecer ajuda em termos de tropas, o país que se tornasse teatro de guerra poderia requerer o pagamento anual de 20 libras esterlinas por soldado de infantaria e 30 libras por cada soldado de cavalaria.

O ajuste feito entre esses três países não seria prejudicado se algum deles formasse com outras potências qualquer aliança, desde que não fosse contraditória com os fins da aliança formada.

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