Aula Pública Opera Mundi - Internacionalização da Educação: qual o rumo do ensino superior?

"Precisamos ter concepção própria de universidade. Não podemos reproduzir uma hegemônica dos países neocoloniais", afirma Manolita Correia

No quarto episódio da segunda temporada de Aula Pública Opera Mundi, Manolita Correia, doutora em Educação pela USP (Universidade de São Paulo) e professora da ESPM, responde: “Qual o rumo do ensino superior nos próximos anos?” Manolita discute internacionalização da educação no Brasil e no mundo e os benefícios de intercâmbios culturais e intelectuais.

Clique aqui e assista à segunda temporada da Aula Pública Opera Mundi, com Franklin Martins, Gilberto Maringoni e Nalu Faria

No primeiro bloco, a socióloga diz que, “apesar da mídia ter insistentemente associado a internacionalização à mobilidade acadêmica, (a questão) não é apenas isso. A mobilidade acadêmica é apenas a parte mais visível”. Para Manolita, essa medida também “passa por uma internacionalização de cursos e programas”, além da aquisição, fusão e criação de instituições. Assista:



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No segundo bloco, a socióloga fala sobre a atração e "exportação de cérebros". “Para atrair um estudante internacional, temos que ter uma concepção diferenciada de universidade. A gente não pode reproduzir uma concepção hegemônica que se instalou nos países neocoloniais. Precisamos ter uma concepção própria de universidade”. É necessário que exista um respeito em relação “as diferenças culturais, nacionais, num sentido de integração pela cultura acadêmica”, analisa. Assista:
 

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No terceiro bloco, Manolita aborta as dificuldades da integração da educação: “Quando a gente fala de mobilidade sul/norte, as vezes essa mobilidade é confundida com trabalho precário. Nem sempre ela é romântica, nem sempre ela é pacifica, nem sempre ela é bem acolhida”.Em alguns casos, há uma “rejeição do outro, uma dificuldade de inserção, de acolhimento. Os preconceitos de alguma forma ou de outra se manifestam”, afirma.  Assista:


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