UE e Turquia fecham acordo e país receberá 3 bilhões de euros para conter fluxo de refugiados

Acordo entre o bloco e Ancara foi oficializado neste domingo; além de dinheiro, negociações para entrada do país na UE serão retomadas

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Líderes europeus e a Turquia fecharam um acordo neste domingo (29/11) para tentar controlar o fluxo de refugiados e migrantes em direção à Europa.

Ancara receberá três bilhões de euros e algumas concessões políticas em troca de seus esforços para controlar suas fronteiras e evitar que os refugiados cheguem à Europa. Além disso, as negociações sobre a entrada da Turquia na União Europeia, paralisadas desde 2005, serão retomadas.

Agência Efe

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o primeiro-ministro turco, Ahmet Dvutoglu

"Nosso acordo prevê um plano claro para o restabelecimento da ordem em nossa fronteira compartilhada. Nós também vamos melhorar nossa assistência a refugiados sírios na Turquia através de uma nova instalação para refugiados no valor de três bilhões de euros", afirmou Donald Tusk, presidente da União Europeia, após a reunião entre líderes do bloco e o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, em Bruxelas, na Bélgica.

Davutoglu disse que este é “um dia histórico” nas relações entre a Turquia e a UE. "Ninguém pode garantir nada sobre a questão síria, mas eu posso garantir que a Turquia vai cumprir com todas as promessas de nosso plano conjunto. Nosso propósito com a União Europeia é prevenir novas ondas de refugiados provenientes da Síria e administrar a atual crise", disse o primeiro-ministro.

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Os três bilhões de euros serão transferidos para serem utilizados na assistência a refugiados sírios na Turquia. Segundo o primeiro-ministro turco, Ancara já gastou oito bilhões de dólares neste propósito. "Estamos pagando o preço da falha do sistema da ONU em resolver o problema da crise síria logo em seu início", disse Davutoglu, referindo-se à Turquia e à União Europeia.

Ancara também quer que a exigência de visto para pessoas turcas entrarem na União Europeia seja suspensa. A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou após a reunião que esta demanda será atendida se algumas exigências forem respeitadas.

Segundo a BBC, há relutância entre alguns líderes europeus em aceitar as condições da Turquia, quando há evidências de que o país não respeita os direitos humanos de seus cidadãos e a liberdade de imprensa entre a mídia turca.

O editor do principal jornal de centro-esquerda na Turquia, que foi preso na última semana por um artigo de opinião que desagradou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, escreveu uma carta pública pedindo que os líderes europeus não priorizassem a crise de refugiados em detrimento ao respeito aos direitos humanos no país.

Após a reunião, Jean Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, afirmou que o acordo "não levaria a uma situação em que nos esqueceremos das principais diferenças e divergências que temos com a Turquia - direitos humanos e liberdade de imprensa."

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