Soldados europeus abusaram sexualmente de crianças na República Centro-Africana, diz ONU

Meninas e meninos relataram terem sido estuprados em troca de dinheiro e alimentos; atos foram perpetrados em 2014 por tropas de França e Georgia

Atualizada às 14:21

A ONU acusou tropas da Georgia, França e outro país europeu não identificado de terem violentado sexualmente crianças durante missão de paz na República Centro-Africana, como informou o porta-voz do Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, nesta sexta-feira (29/01).

Uma das meninas, de sete anos, disse que teve relações sexuais com soldados franceses “em troca de uma garrafa de água e um pacote de biscoitos”. Ao todo, cinco meninas e um menino foram entrevistados por pesquisadores das Nações Unidas. Eles disseram que foram vítimas de estupro ou que receberam dinheiro, ou algum tipo de recompensa, para ter relações sexuais com soldados que faziam parte da operação da União Europeia ou das forças francesas, que operam à parte. 

Bundesheer photos/FlickrCC

Tropas francesas e georgeanas são acusadas de terem cometido abuso contra crianças

Membros das tropas francesas Sangaris já estavam envolvidos em outros seis casos revelados no ano passado.

Segundo Colville, embora ainda não tenha sido verificado, três das meninas indicaram que os responsáveis pelas ações eram soldados georgianos que atuavam na força europeia. Elas tinham entre 14 e 16 anos quando os abusos ocorreram, em 2014.
 

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Acredita-se que os estupros tenham acontecido no campo para pessoas deslocadas próximo ao Aeroporto de Bangui, na capital da República Centro-Africana.

“Estas são acusações extremamente sérias e é crucial que estes casos sejam investigados urgentemente”, disse o alto comissário de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, em comunicado.

“Muitos desses crimes continuam sem punição, com os criminosos aproveitando plena impunidade”, acrescentou.

A República Centro-Africana vive um conflito político desde 2012, em que milícias cristãs combatem muçulmanos. Em 2013, a França  antigo colonizador do país  enviou 2.000 tropas para a região e começou a passar o controle para as Forças de Paz da ONU somente em 2015. Cerca de 10.000 soldados das Nações Unidas atuam na região desde setembro de 2014.

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