Hollande não tentará reeleição

Deutsche Welle
Presidente francês afirma que não buscará um segundo mandato na eleição de 2017 por ter 'consciência dos riscos' de sua candidatura. Anúncio abre caminho para candidato alternativo da esquerda.

O presidente da França, François Hollande, anunciou nesta quinta-feira (1º/12) que não vai concorrer à reeleição no pleito presidencial de abril e maio de 2017. A manobra surpreendente abre caminho para um candidato alternativo da esquerda.


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"Tenho consciência dos riscos que entrar um caminho que não reuniria apoio suficiente implicaria. Portanto, decidi não ser candidato à eleição presidencial, decidi não renovar meu mandato", disse o socialista em uma declaração televisiva de dez minutos. Um dos mais impopulares das últimas décadas, ele será o primeiro presidente francês da chamada 5ª República, criada em 1958, a não tentar a reeleição.

Reuters

O presidente da França, François Hollande, durante pronunciamento nesta quinta-feira

Ao discursar, o chefe de Estado falou sobre os desafios enfrentados pelo país, desde o populismo de extrema direita até o terrorismo jihadista, e defendeu sua gestão em aspectos como o combate ao desemprego, o meio ambiente e a defesa das liberdades.

Hollande assegurou que, acima de suas ambições está o interesse do país. "A experiência me forneceu a humildade necessária em meu trabalho", afirmou o presidente, eleito em maio de 2012. "Servi ao país por mais de quatro anos e meio com sinceridade e honestidade."
 

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O anúncio coincidiu com o primeiro dia no qual se podiam apresentar as candidaturas para as primárias da esquerda, às quais já se postulou o ex-ministro de Economia, Arnaud Montebourg, representante da ala mais esquerdista do Partido Socialista.

Pesquisas recentes vinham indicando resultados eleitorais ruins para Hollande, que apareceu atrás do candidato da centro-direita François Fillon, da ultradireitista Marine le Pen e de dois candidatos do campo da esquerda, o moderado Emmanuel Macron e o radical Jean-Luc Mélenchon.

Hollande disse que focaria agora em conduzir o país pelos próximos meses, até o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial, a serem realizados em 23 de abril e 7 de maio.

LPF/efe/rtr

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