Após massacre em Manaus, papa pede que prisões respeitem a dignidade dos presos e fomentem sua reintegração social

'Gostaria de renovar o meu apelo para que instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social e que as condições de vida dos detidos sejam dignas de seres humanos'

O papa Francisco pediu nesta quarta-feira (04/01) que as prisões respeitem a dignidade dos presos e fomentem sua reintegração social, depois que 60 pessoas morreram em um motim que começou domingo (01/01) e durou 17 horas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (Amazonas).


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"Gostaria de renovar o meu apelo para que instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social e que as condições de vida dos detidos sejam dignas de seres humanos", disse.

Francisco fez estas reflexões após as saudações em diversas línguas dirigidas aos milhares de peregrinos que assistiram à audiência geral celebrada hoje no Vaticano. O pontífice expressou "tristeza e preocupação" pelo massacre na penitenciária, e convidou os presentes a rezar "pelos mortos, por suas famílias, pelos presos e pelos trabalhadores" dos presídios.

Agência Efe

Presídio é administrado pela iniciativa privada

Durante a homilia, o papa centrou sua catequese na esperança cristã e afirmou que "perante a dor dos demais" se deve "mostrar uma grande delicadeza e compartilhar seu sofrimento e seu pranto".

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"Para falar de esperança a quem está desesperado, é necessário compartilhar seu desespero (...). Se não é possível falar com o pranto e a dor, é melhor o silêncio, é melhor a carícia e a ternura, e não dizer nada", acrescentou.

Em seu site, a Arquidiocese de Manaus manifestou solidariedade às famílias dos mortos.

"A Pastoral Carcerária afirma, em primeiro lugar, que é dever do Estado cuidar e garantir a integridade física de cada detento, oferecendo as condições para cumprimento das suas respectivas penas. A Pastoral Carcerária visita o sistema prisional há 40 anos, por isso afirma que ele não recupera o cidadão, pelo contrário oportuniza escola de crime, em vez de oferecer atividades ocupacionais aos internos", afirmou a entidade em comunicado, ressaltando que "não se pode responder violência, com violência".



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