Após massacre em Manaus, papa pede que prisões respeitem a dignidade dos presos e fomentem sua reintegração social

'Gostaria de renovar o meu apelo para que instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social e que as condições de vida dos detidos sejam dignas de seres humanos'

O papa Francisco pediu nesta quarta-feira (04/01) que as prisões respeitem a dignidade dos presos e fomentem sua reintegração social, depois que 60 pessoas morreram em um motim que começou domingo (01/01) e durou 17 horas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (Amazonas).


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

"Gostaria de renovar o meu apelo para que instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social e que as condições de vida dos detidos sejam dignas de seres humanos", disse.

Francisco fez estas reflexões após as saudações em diversas línguas dirigidas aos milhares de peregrinos que assistiram à audiência geral celebrada hoje no Vaticano. O pontífice expressou "tristeza e preocupação" pelo massacre na penitenciária, e convidou os presentes a rezar "pelos mortos, por suas famílias, pelos presos e pelos trabalhadores" dos presídios.

Agência Efe

Presídio é administrado pela iniciativa privada

Durante a homilia, o papa centrou sua catequese na esperança cristã e afirmou que "perante a dor dos demais" se deve "mostrar uma grande delicadeza e compartilhar seu sofrimento e seu pranto".

Estamos vivendo uma Terceira Guerra Mundial 'despedaçada', diz papa Francisco

CIDH condena Brasil por trabalho escravo em fazenda agrícola no Pará

Senado da Bolívia aprova criação de Comissão da Verdade sobre período ditatorial entre 1964 e 1982

 

"Para falar de esperança a quem está desesperado, é necessário compartilhar seu desespero (...). Se não é possível falar com o pranto e a dor, é melhor o silêncio, é melhor a carícia e a ternura, e não dizer nada", acrescentou.

Em seu site, a Arquidiocese de Manaus manifestou solidariedade às famílias dos mortos.

"A Pastoral Carcerária afirma, em primeiro lugar, que é dever do Estado cuidar e garantir a integridade física de cada detento, oferecendo as condições para cumprimento das suas respectivas penas. A Pastoral Carcerária visita o sistema prisional há 40 anos, por isso afirma que ele não recupera o cidadão, pelo contrário oportuniza escola de crime, em vez de oferecer atividades ocupacionais aos internos", afirmou a entidade em comunicado, ressaltando que "não se pode responder violência, com violência".

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Destaques

Publicidade

História Agrária da Revolução Cubana

História Agrária da Revolução Cubana
Este livro é um estudo sobre a saga da reforma agrária numa sociedade de origem colonial presa ao círculo vicioso do subdesenvolvimento. Fundamentado em farta documentação e entrevistas com técnicos e lideranças que participaram diretamente do processo histórico cubano, o trabalho reconstitui as barreiras encontradas pela revolução liderada por Fidel Castro para superar as estruturas materiais de uma economia de tipo colonial.
Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias