Rússia está 'cansada' de 'acusações amadoras e infundadas' dos EUA sobre ciberataques, diz porta-voz do Kremlin

Governo russo respondeu a relatório da inteligência norte-americana que acusa Vladimir Putin de ordenar ciberataques para favorecer Donald Trump nas eleições; EUA promovem 'caça às bruxas', disse porta-voz Dmitri Peskov

O governo da Rússia disse nesta segunda-feira (09/01) que está “cansado” das acusações “amadoras e infundadas” dos Estados Unidos contra o país pelos ciberataques que supostamente teriam sido cometidos a mando do Kremlin por hackers russos para favorecer Donald Trump nas últimas eleições norte-americanas.


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“Estas são alegações infundadas, sem nenhuma evidência, feitas de maneira amadora e emotiva, algo que não é testemunho de um trabalho profissional feito por serviços de segurança verdadeiramente de ponta”, disse à imprensa Dmitri Peskov, o porta-voz do Kremlin.

“Ainda não sabemos que dados estão sendo usados por quem apresenta tais acusações infundadas”, declarou Peskov, acrescentando que o Kremlin segue “negando categoricamente" qualquer envolvimento com os ciberataques.

Agência Efe / Arquivo

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“Estamos bastante cansados dessas acusações. Isto lembra, efetivamente, uma 'caça às bruxas' em toda sua magnitude”, afirmou o porta-voz russo, ecoando declarações do próprio Donald Trump, que na última sexta-feira (06/01) disse ao The New York Times que as alegações da inteligência norte-americana eram uma “caça às bruxas” com o objetivo de desmoralizá-lo.

O porta-voz insistiu que o relatório que foi divulgado na última sexta-feira (06/01), no qual as agências de inteligência dos EUA afirmam que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou diretamente os ciberataques para influenciar as últimas eleições norte-americanas, não apresenta nenhuma evidência.

"Do nosso ponto de vista, continuam sendo feitas até hoje acusações absolutamente gratuitas e sem nenhum fundamento", ressaltou Peskov.
 

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O porta-voz do Kremlin se recusou a opinar sobre as reações de Trump acerca dos supostos ciberataques russos. O futuro presidente dos EUA declarou que não há "evidências" que os ciberataques tiveram influência no resultado do pleito, mas reconheceu pela primeira vez que Rússia e China, assim como outros países e grupos, vêm tentando "constantemente" violar a segurança dos sistemas cibernéticos norte-americanos.

Além disso, o chefe de gabinete do futuro governo dos EUA, Reince Priebus, afirmou que Trump não negou em nenhum momento que organizações russas estivessem por trás dos ataques e não descartou que assim que ele assumir o cargo irá tomar medidas contra Moscou.

O relatório das agências de inteligência dos EUA sustenta que Putin decidiu ordenar a intromissão nas eleições presidenciais porque sentia "clara" preferência por Donald Trump, que acabou eleito na disputa com a democrata Hillary Clinton.

"Os objetivos da Rússia eram minar a fé pública do processo democrático dos EUA, denegrir a secretária (de Estado, Hillary) Clinton, prejudicar as chances de ela ser escolhida e sua potencial presidência", afirmam o FBI, a CIA e a Agência de Segurança Nacional (NSA).

No fim do ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu impor à Rússia sanções diplomáticas e econômicas, entre as quais se destaca a expulsão de 35 diplomatas russos.

Putin, que tachou essas ações de "hostis", mas rejeitou responder com sanções contra os EUA, negou em várias ocasiões que o Kremlin estivesse por trás desses ataques cibernéticos.

"Por acaso os Estados Unidos são uma república das bananas? Os EUA são uma grande potência. Como poderia a Rússia influneciar a escolha do povo americano?", questionou Putin em uma ocasião.

 

*Com Agência Efe

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