Aula Pública com Lidiane Rodrigues: o que trajetória de Dilma Rousseff ensina sobre gênero e política no Brasil?

'As mulheres estão presentes na cena política, mas há uma espécie delimitação de qual papel elas devem ocupar. Há um movimento para deslegitimar a palavra da mulher na esfera pública', diz socióloga e professora da UFSCar

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As eleições presidenciais de 2010 registraram um marco histórico: pela primeira vez, duas mulheres – Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) – concorreram ao pleito. Com a confirmação da candidata petista no segundo turno, o machismo ficou evidente no processo político brasileiro. Como forma de deslegitimar a palavra das mulheres, a elas foi atribuída a pressuposição de eventual descontrole emocional, além de lhes ter sido imposto um papel secundário na esfera pública.


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Esta é a análise de Lidiane Rodrigues, pós-doutora em sociologia pela USP e professora da UFSCar, ao discutir Gênero e Política: O que a História de Dilma Rousseff nos Ensina, na Aula Pública Opera Mundi.

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Como objeto de discussão, Lidiane apresenta exemplos do segundo turno da eleição presidencial de 2010 entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, o fato de Dilma ser mulher ocupou lugar central nos ataques e nos processos de deslegitimação realizados pela propaganda política tucana. A socióloga explica que tipo de narrativas Dilma teve que enfrentar, qual lugar foi reservado a ela e como a oposição se referia a candidata petista.

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Na Aula Pública, Lidiane Rodrigues discute gênero e política: o caso de Dilma Rousseff

"Se fizermos um balanço da divisão sexual do trabalho nas eleições de 2010, as mulheres estão presentes e tomam a palavra, mas sempre sobre assuntos do universo feminino. Não se pergunta sobre guerras, economia etc. Elas assumem papel de mães, esposas, ex-namoradas, alunas, pretendentes. O protagonismo está na disseminação de boatos e no rebaixamento do nível de discussão. Quais são os efeitos desses processos? As mulheres estão presentes na cena política, mas há uma espécie delimitação de qual papel elas devem ocupar. Há um movimento para deslegitimar a palavra da mulher na esfera pública, porque elas devem ser mantidas no âmbito da esfera privada, cumprindo papeis inferiores, tratando de questões (do lar) que as deslegitimam do debate político", analisa Lidiane Rodrigues.
 

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Assista ao primeiro bloco da Aula Pública com Lidiane Rodrigues - Gênero e Política: o que a história de Dilma Rousseff nos ensina?


No segundo bloco, Lidiane Rodrigues responde perguntas do pública da UFABC, em São Bernardo do Campo 



Aula Pública Opera Mundi:
Coordenação: Haroldo Sereza
Produção: Dodô Calixto
Edição de vídeo: Daniela Stéfano

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