Por decreto, Trump retira EUA do TPP, tratado de livre comércio entre 12 países assinado por Obama

Acordo Transpacífico era defendido pelo ex-presidente e ainda não havia sido aprovado pelo Congresso; novo mandatário disse também que reavaliará Nafta, acordo de livre comércio com México e Canadá

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (23/01) no Salão Oval uma ordem executiva para tirar o país do TPP (Acordo Transpacífico), tratado de livre comércio assinado pelo então presidente Barack Obama e outros 11 países banhados pelo oceano Pacífico, do qual a China foi excluída, no início de 2016.


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“O que acabamos de fazer é algo grande para os trabalhadores norte-americanos”, disse o presidente, que havia prometido durante sua campanha que tiraria os Estados Unidos do acordo comercial em seu primeiro dia no cargo. 

Apesar de simbólica – o TPP ainda não havia sido submetido ao Congresso, onde a maioria era contrária ao acordo – a medida de Trump é um dos reflexos da política de protecionismo defendida pelo novo presidente, que também afirmou que reavaliaria outro tratado comercial, o Nafta, do qual fazem parte México e Canadá, negociado por George H. W. Bush e aprovado durante o mandato de Bill Clinton.

Em um ato na Casa Branca neste domingo (22/01), o presidente confirmou sua intenção de iniciar em breve a renegociação do Nafta com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, com quem se encontrará no próximo dia 31, e com o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

"O que queremos é um comércio justo", disse Trump durante um encontro com executivos nesta segunda-feira. "Vamos tratar os países de forma justa, mas eles têm que nos tratar de forma justa", afirmou.

Após o ato desta segunda-feira no Salão Oval, o senador republicano e ex-candidato presidencial John McCain emitiu um comunicado declarando que a decisão de sair do TPP é "um erro grave" com "consequências duradouras para a economia norte-americana" e a "posição estratégica" do país na Ásia-Pacífico.

Agência Efe

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O TPP, cuja negociação levou mais de seis anos e foi assinado no início de 2016 por EUA, Japão, Canadá, Chile, Austrália, Brunei, Malásia, Nova Zelândia, México, Peru, Cingapura e Vietnã, cria uma zona de livre comércio para 40% da economia mundial e era uma das peças centrais da estratégia defendida pelo ex-presidente Obama para competir comercialmente com a China. O acordo está em processo de ratificação nos Parlamentos dos países signatários para entrar em vigor.

Além de eliminar impostos, o TPP estabelece regras uniformes sobre a propriedade intelectual das corporações, além de abrir o fluxo de informação pela internet entre as nações, inclusive no Vietnã, que é comunista; e estabelece uma fiscalização única sobre o tráfico ilegal de animais e crimes ambientais. Além disso, o tratado também visa diminuir a influência na região da China, excluída do acordo.

Sindicatos trabalhistas, ativistas de direitos humanos e ambientalistas se opuseram ao acordo, justificando que o TPP beneficiaria apenas as grandes empresas, prejudicando trabalhadores e enfraquecendo leis de proteção ambiental.

Além da ordem sobre o TPP, Trump assinou nesta segunda-feira outro decreto que proíbe o uso de fundos governamentais para financiar grupos que pratiquem ou assessorem a realização de abortos no exterior e um terceiro para congelar as contratações do governo federal, exceto a das Forças Armadas.

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