Holanda decide contar votos à mão nas eleições de 15 de março por medo de hackers

Holandeses sempre votaram em cédulas de papel, mas contabilização é feita eletronicamente desde 2007; agora, totalização será na mão - e governo afirma que isso não vai afetar a velocidade da apuração

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O governo da Holanda anunciou que vai fazer a totalização dos votos das eleições do próximo dia 15 de março no papel, dispensando o uso de computadores na apuração. A intenção é evitar possíveis ataques de hackers na contabilidade dos votos.


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“Relatos, nos últimos dias, sobre vulnerabilidades nos nossos sistemas levantam a questão sobre se os resultados poderiam ser manipulados. Nenhuma sombra de dúvida pode ser permitida”, disse o ministro do Interior, Ronald Plasterk, em um comunicado divulgado no começo do mês.

Os holandeses sempre votaram em cédulas de papel, mas a contabilização é feita eletronicamente desde 2007. O que muda, agora, é que a totalização será na mão – e o governo afirma que isso não vai afetar a velocidade da apuração.

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Segundo a Reuters, citando a emissora RTL, o software responsável pela totalização foi distribuído em CD-ROMs e acabou sendo instalado em antigos computadores que já haviam sido conectados à internet em algum momento. Isso, afirma a emissora, se configura uma falha de segurança, já que não se sabe se estas máquinas contêm programas maliciosos.

Plasterk disse à RTL que teme interferências da Rússia, aos moldes do que o país é acusado – mesmo negando - de ter feito nas eleições dos EUA. “Agora, há indicativos de que os russos podem estar interessados. Para as próximas eleições, deveremos retornar ao bom e velho papel e caneta”, afirmou.

A eleição da semana que vem será o primeiro teste para a extrema-direita europeia pós-eleição de Donald Trump. O partido do xenófobo e anti-EU Geert Wilders lidera as sondagens, mas não deve alcançar maioria absoluta no Parlamento.

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