Mundo enfrenta maior e mais grave crise humanitária desde 2ª Guerra Mundial, diz ONU

Segundo Stephen O'Brien, representante da ONU para Assuntos Humanitários, 20 milhões de pessoas são atingidas pela fome e pela escassez; Iêmen, Sudão do Sul, Somália e Nigéria são países que mais sofrem

O mundo está enfrentando a maior e mais grave crise humanitária desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945), disse nesta sexta-feira (10/03) o chefe do Ocha (Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários), Stephen O'Brien, durante uma reunião do Conselho de Segurança da instituição.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

"O mundo se encontra perante a maior crise humanitária desde 1945, com mais de 20 milhões de pessoas atingidas pela fome e pela escassez" em países como o Iêmen, o Sudão do Sul, a Somália e a Nigéria, afirmou o dirigente da ONU. "Sem esforços globais coletivos e coordenados, as pessoas morrerão de fome e muitos outros sofrerão e morrerão devido a doenças", ressaltou O 'Brien, pedindo envio imediato de fundos para estes quatro países.

Segundo o representante da ONU, a região onde a crise é mais grave é no Iêmen, onde dois terços da população, 18,8 milhões de pessoas, precisam de ajuda humanitária. “Em relação ao mês de janeiro, há 3 milhões de pessoas a mais que sofrem com a fome cronicamente", explicou o tanzanês, que lembrou que, no país, 14,1 milhões de pessoas passam fome e 7 milhões não sabem quando se alimentarão novamente.

Agência Efe

Refugiados em Mogadíscio, na Somália, que declarou estado de calamidade nacional devido à crise humanitária

Suprema Corte do Quênia anula fechamento do maior campo de refugiados do mundo

Organizações de direitos humanos criticam decreto que impede distribuição de comida para refugiados em Calais

Pelo menos 110 pessoas morreram de fome no sul da Somália nos dois últimos dias, afirma governo

 

Já na Somália, que decretou estado de calamidade nacional recentemente, ao menos 110 pessoas morreram de fome em apenas dois dias na zona de Bay e centenas de pessoas se dirigiram à capital Mogadíscio em busca de comida. Segundo a ONU, o país conta com cerca de 360 mil crianças desnutridas, sendo que 71 mil delas correm sérios riscos de morrer de fome, e ainda lida com muitos problemas para garantir um abastecimento de água potável para a população.

O Sudão do Sul, que se tornou independente há menos de 6 anos, também vive em uma situação semelhante, na qual cem mil pessoas não têm absolutamente nada para comer, 1 milhão de sul-sudaneses está à beira da fome e outros 5 milhões vivem com insegurança alimentar, um total que representa mais de 40% de toda a população.

E na Nigéria, sobretudo no nordeste do país, região onde o grupo terrorista Boko Haram atua, quase 50 mil crianças correm o risco de morrer em até um ano devido a estágios avançados de desnutrição, afirma a Unicef. Na nação, 4,4 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária urgente e outras 55 mil estão passando fome. As Nações Unidas também afirmaram que ao menos 5 milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar no Chifre da África, por conta da seca e da fome, e que outros países que também preocupam são o Iraque e a Síria.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Destaques

Publicidade

História Agrária da Revolução Cubana

História Agrária da Revolução Cubana
Este livro é um estudo sobre a saga da reforma agrária numa sociedade de origem colonial presa ao círculo vicioso do subdesenvolvimento. Fundamentado em farta documentação e entrevistas com técnicos e lideranças que participaram diretamente do processo histórico cubano, o trabalho reconstitui as barreiras encontradas pela revolução liderada por Fidel Castro para superar as estruturas materiais de uma economia de tipo colonial.
Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias

Olhar crítico desde a esquerda: a economia

Desafio estratégico para superar a condição de exportadores de commodities requer um processo de industrialização especializada para as exportações que permita dar o salto ao desenvolvimento produtivo e à independência econômica