'Brasileiros se uniram em grande greve nacional' contra reforma da previdência, diz Telesur; veja repercussão

Imprensa latino-americana deu destaque à jornada de manifestações da última quarta-feira e citaram a paralisação nos transportes públicos de São Paulo, além dos protestos em Brasília

Os protestos contra a reforma da previdência, que tomaram ruas em diversas cidades pelo Brasil na última quarta-feira (16/03), foram pauta da imprensa internacional, em especial na latino-americana.


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A emissora multiestatal Telesur deu ampla cobertura aos protestos e afirmou que “os brasileiros se uniram em uma grande greve nacional”, explicando que as manifestações foram convocadas pela CUT (Central Única dos Trabalhadores). O veículo também deu destaque à fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que discursou no protesto da avenida Paulista, em São Paulo.

“A reforma fará com que milhões e milhões de brasileiros não consigam se aposentar, fará com que os trabalhadores mais pobres, sobretudo os da zona rural no Nordeste, passem a receber metade de um salário mínimo”, criticou o presidente, citado pela Telesur.

Por sua vez, o Cubadebate, de Cuba, lembrou que as manifestações coincidiram com o início de uma greve geral dos trabalhadores da educação pública.

Já o La Jornada, do México, trouxe uma galeria das melhores fotos das manifestações pelo país. O periódico afirma que “a intenção do presidente brasileiro Michel Temer de aumentar os anos de contribuição e incrementar a idade mínima para se ter direito à aposentadoria provocou uma mobilização nacional”.

Fotos: Agência Efe

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O jornal também citou o fato de que houve paralisação no transporte público em São Paulo e que centenas de manifestantes ocuparam o Ministério da Fazenda, em Brasília.

O boliviano El Deber, com o título "Fortes protestos no Brasil contra os ajustes de Temer", reproduziu uma reportagem da agência AFP que relata qu que aconteceu na capital federal. “Com cruzes brancas e um caixão de papelão instalados em frente ao Congresso, os manifestantes rechaçaram o projeto de reforma do sistema de aposentadorias que, se for aprovado sem mudanças, exigirá contribuições durante 49 anos para se obter o benefício integral das pensões”, afirma o texto.

Por sua vez, o argentino Clarín disse que o Brasil se encontra “convulsionado” por protestos e revelações sobre o caso da Petrobras, em referência à lista apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com nomes de políticos que teriam recebido dinheiro da construtora Odebrecht.

“Em São Paulo, pela primeira vez desde as grandes mobilizações de 2014 e 2015, a avenida Paulista foi literalmente tomada ao longo de 15 quadras. Uma estimativa prudente indica que 150 mil pessoas foram protestar contra o governo ‘temerista’ e contra as mudanças no sistema de aposentadoria. Como dizia um cartaz que uma mulher de cerca de 60 anos levava, sozinha: ‘lute agora ou trabalhe até morrer’”, afirma a reportagem.

O site russo Sputnik disse que os protestos contra a reforma “varreram todo o país” e fez um apanhado das manifestações pelo Brasil. A página lembrou a ocupação do Ministério da Fazenda, em Brasília, e citou as movimentações no Espírito Santo, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.


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