Estrangeiros levam quatro aeroportos por R$ 3,7 bilhões

Deutsche Welle
Alemã Fraport leva Fortaleza e Porto Alegre, francesa Vinci fica com Salvador, e suíça Zurich, com Florianópolis

Esteja sempre bem informado
Receba todos os dias as principais notícias de Opera Mundi

Receba informações de Opera Mundi

O governo federal arrecadou nesta quinta-feira (16/03) 1,46 bilhão de reais com a concessão dos aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza, o que representa um ágio de 94% sobre o valor inicial mínimo que esperava arrecadar. Esse valor deve ser pago à vista na assinatura do contrato. Se for considerado todo o período de concessão, o valor arrecadado sobe para 3,72 bilhões de reais, o que equivale a um ágio de 24% sobre o mínimo esperado.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

O grupo alemão Fraport (Frankfurt Airport Services) adquiriu as concessões dos aeroportos de Fortaleza por um valor total de outorga de 1,5 bilhão de reais (425 milhões na assinatura) e de Porto Alegre por um total 383,5 milhões de reais (290,5 milhões à vista).

O aeroporto de Salvador foi concedido à francesa Vinci Airports, com uma oferta de 1,59 bilhão de reais (660,9 milhões na assinatura do contrato), e o de Florianópolis ficou com a suíça Zurich International Airport AG, com uma oferta de 242,3 milhões de reais (83,3 milhões no ato).

Abacate passa petróleo e é produto mais lucrativo do México

Secretário-geral do Partido Comunista Português recebe Dilma e denuncia 'operação golpista' no Brasil

Idade mínima? Tempo de contribuição? Saiba como funciona a aposentadoria em outros países

 

Wikimedia Commons

Aeroporto de Salvador foi um dos que passou à inciativa privada

O leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) marcou a primeira rodada de concessões do governo do presidente Michel Temer. O número de concorrentes ficou abaixo do de rodadas anteriores. A forte presença de empresas estrangeiras se deve aos desenvolvimentos da Operação Lava Jato, que revelou esquemas de corrupção envolvendo as principais construtoras do país.

Os quatro terminais respondem por 11,6% dos passageiros que circulam no território nacional e por 8,6% das aeronaves do tráfego aéreo brasileiro. Os prazos de concessão são de 25 anos, prorrogáveis por mais cinco, no caso do aeroporto de Porto Alegre, e de 30 anos prorrogáveis por mais cinco para os outros três aeroportos.

Além de pagar pela concessão, os vencedores do leilão terão de fazer investimentos que, no total, chegam a 6,6 bilhões de reais. As empresas terão que fazer melhorias imediatas, como atualização de sinalizações, e investir na ampliação dos terminais de passageiros, pátios de aeronaves e estacionamentos. No aeroporto de Salvador, a exigência é de construção de uma nova pista de pouso e decolagem, e, no de Florianópolis, de um novo terminal de passageiros e de um estacionamento.

Outros seis aeroportos brasileiros já foram concedidos à iniciativa privada: os terminais de Brasília, Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas), Galeão (RJ), Natal/São Gonçalo do Amarante (RN) e Confins (MG).

KG/abr/ots

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias

'Fatos alternativos' é a 'despalavra' de 2017

Termo estimula substituição de argumentos factuais por afirmações não comprovadas para manipular debate público, diz júri; iniciativa quer chamar atenção para palavras que ferem dignidade humana ou democracia

 

Sob a fumaça, a dependência

Não são apenas os fumantes que estão atrelados a um hábito do qual é difícil se livrar; o Brasil, líder global na exportação de tabaco, oculta sob os dados econômicos um quadro social de efeitos devastadores

 

Cientistas descobrem o que dizimou astecas

Após cinco séculos de mistério, equipe internacional de pesquisadores detecta bactéria, levada por europeus, que teria sido responsável pela morte de 15 milhões de pessoas em apenas cinco anos