Trump diz que imigração 'é privilégio, não direito' em primeiro encontro com Merkel na Casa Branca

Chanceler alemã se reuniu com presidente norte-americano em Washington; líderes discutiram comércio exterior, Otan, terrorismo e crise na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (17/03) que "a imigração é um privilégio, e não um direito", e frisou que a proteção dos cidadãos de seu país deve ser uma prioridade de segurança nacional. Em primeira entrevista coletiva conjunta com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, Trump disse que ambos líderes concordaram na "prioridade de proteger" os cidadãos de sua respectivas nações.


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"Devemos proteger nossos cidadãos daqueles que tentam divulgar o terrorismo, o extremismo e a violência dentro de nossas fronteiras", declarou o presidente norte-americano. Trump também elogiou os esforços alemães no combate ao grupo jihadista Estado Islâmico e ressaltou que os dois países devem "seguir trabalhando juntos" para se proteger do terrorismo.

"Aplaudo a chanceler Merkel pelas contribuições da Alemanha, tanto civis como militares, como membro da coalizão contra o EI", acrescentou.

Durante a campanha eleitoral, Trump criticou Merkel por ter aceitado refugiados sírios em seu país, uma política diametralmente oposta a suas medidas em solo norte-americano. O republicano tentou em duas ocasiões proibir a entrada de refugiados, mas suas ordens foram bloqueadas pela Justiça.

Agência Efe

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Donald Trump e Angela Merkel se encontraram frente a frente pela primeira vez. Durante a reunião, também foram abordados temas de comércio exterior e a contribuição à Otan de seus países-membros, considerada “injusta” pelo presidente norte-americano. "Muitas nações devem vastas quantidades de dinheiro (à Otan), e é muito injusto para os EUA. Estas nações devem pagar o que devem", disse Trump, que exige que seus parceiros elevem o orçamento de Defesa em até 2% do PIB.

Merkel, por sua parte, ressaltou a importância da Aliança transatlântica e garantiu que a Alemanha reconhece a necessidade de "aumentar sua despesa" na defesa comum.

Crise na Ucrânia

A chanceler alemã afirmou que o presidente dos Estados Unidos “se comprometeu pessoalmente" com os acordos assinados em Minsk há mais de dois anos, em fevereiro de 2015, para buscar uma solução ao conflito na Ucrânia.

Além disso, Merkel afirmou se deve melhorar a relação com a Rússia, aliada dos separatistas do leste da Ucrânia, mas ressaltou que a melhora da situação da Ucrânia deve ser uma prioridade.

 

(*) Com Agência Efe

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