Trump ignora pedido de aperto de mãos com Merkel em primeira visita de chanceler alemã

Presidente dos Estados Unidos recebeu Angela Merkel na Casa Branca, mas ignorou pedidos de fotógrafos para repetir gesto no Salão Oval

Esteja sempre bem informado
Receba todos os dias as principais notícias de Opera Mundi

Receba informações de Opera Mundi

Apesar do clima de cordialidade em frente às câmeras, a coletiva de imprensa conjunta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, evidenciou as discordâncias entre os líderes das duas maiores potências do mundo ocidental.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

A conferência ocorreu nesta sexta-feira (17/030 na Casa Branca, em Washington, após uma reunião de aproximadamente 2h30 na sede do governo norte-americano. Trump recebeu Merkel com um sorriso e um rápido aperto de mãos, mas ignorou os pedidos dos fotógrafos para repetir o gesto no Salão Oval.

Na coletiva de imprensa, o republicano reforçou sua posição contrária à imigração e aos mecanismos multilaterais, enquanto a alemã saiu em defesa da globalização e das políticas de acolhimento a solicitantes de refúgio.

"A imigração é um privilégio, não um direito", afirmou Trump, que recentemente assinou um novo decreto para proibir a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de seis países de maioria muçulmana: Síria, Iêmen, Irã, Sudão, Líbia e Somália. Destes, cinco - a exceção é o Irã - convivem com conflitos internos e são alguns dos principais geradores de refugiados no mundo.

"Devemos proteger nossas fronteiras, mas também precisamos olhar para os refugiados que fogem das guerras e da pobreza", rebateu Merkel. O presidente dos EUA também reiterou seu apoio à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas cobrou mais investimentos por parte dos outros membros da aliança.

Agência Efe

Presidente norte-americano ignorou pedidos de fotógrafos para que repetisse o aperto de mãos com chanceler alemã

EUA consideram ação militar contra Coreia do Norte, diz secretário de Estado

Orçamento de Trump tira US$ 1 bi das redes de comunicação pública e das artes e aumenta gastos militares

Trump diz que imigração 'é privilégio, não direito' em primeiro encontro com Merkel na Casa Branca

 

"Os Estados Unidos têm sido tratados de maneira muito injusta por muitos, muitos países, e isso vai acabar", garantiu Trump, acrescentando que não é um "isolacionista". "Não sei que tipo de jornal você lê, mas essa história de eu ser 'isolacionista' é uma 'fake news'", disse o republicano a uma jornalista alemã, citando o termo "notícia falsa", que virou bordão de seus apoiadores para rebater a imprensa.

Além disso, Trump afirmou que "uma América mais forte" é do interesse de "todo o mundo". "A globalização proporcionou muitos progressos, agora deve ser levada adiante da maneira justa", contemporizou Merkel, ressaltando que é melhor falar "um com o outro" do que "um do outro".

As diferenças entre eles também ficaram claras em outro momento, que era para ter sido uma brincadeira, mas não provocou risadas na chanceler. Perguntado sobre a suposta espionagem do governo Barack Obama à Trump Tower, denúncia já negada pela Comissão de Inteligência do Senado, o republicano respondeu: "Ao menos temos alguma coisa em comum. Talvez...". Merkel está entre as pessoas que foram monitoradas pela Agência de Segurança Nacional (NSA) nos mandatos de Obama.

Esse foi o primeiro cara a cara entre os dois líderes, em um momento de especial tensão entre União Europeia e Estados Unidos. Defensor do "Brexit", Trump ensaia nomear para Bruxelas um embaixador contrário à própria existência do bloco. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, colocou o republicano na lista de principais "ameaças" à UE.  

Outras Notícias

X

Assine e receba as últimas notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

Publicidade

Escravidão e Liberdade

Escravidão e Liberdade

A editora Alameda traz uma seleção especial de livros escravidão, abolição do trabalho escravo e sobre cultura negra. Conheça o trabalho de pesquisadores que se dedicaram profundamente a esses temas, centrais para o debate da questão racial e da história do Brasil. 

Leia Mais

A revista virtual
desnorteada

O melhor da imprensa independente

Mais Lidas

Últimas notícias

Irlandeses votam a favor da legalização do aborto

Maioria significativa respondeu com 'sim' em referendo sobre reforma da atual legislação do aborto na Irlanda, uma das mais restritivas da Europa; autoridades governamentais saúdam vitória da democracia em dia histórico

 

Philip Roth: um escritor aberto ao outro

Aos poucos, a geração de escritores que me formou e que foi decisiva na minha opção por estudar a literatura contemporânea vai terminando; e eu vou ficando cada vez menos contemporâneo