Chile suspende importações de carne bovina do Brasil após operação da Polícia Federal

País sul-americano se junta à União Europeia e à Coreia do Sul nas restrições à carne, seja bovina, seja de frango, que vem do Brasil; China também suspendeu entradas, diz agência

O ministro da Agricultura do Chile, Carlos Furche, anunciou nesta segunda-feira (20/03) que o país suspendeu as importações de carne bovina do Brasil por conta da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que investiga fraudes nos produtos de alguns dos maiores frigoríficos brasileiros.


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O país sul-americano se junta à União Europeia e à Coreia do Sul nas restrições à carne, seja bovina, seja de frango, que vem do Brasil. De acordo com a agência Reuters, a China também suspendeu as importações.

“Tomamos a decisão de fechar temporariamente a autorização a esses matadouros frigoríficos até saber com exatidão das autoridades brasileiras quais são as plantas que estão sendo investigadas, e quais delas são as que exportam para o mundo e para o Chile”, disse Furche, de acordo com o portal Emol.

Metade da carne consumida pelos chilenos é importada – e, deste total, 30% são provenientes do Brasil, afirmou o ministro chileno.

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Jason Rogers/Flickr CC

Chile também suspendeu entrada de carne bovina brasileira

“Estamos, desde sábado, analisando a situação a respeito da investigação que se desenvolve no Brasil, por parte da fiscalização, por alguns delitos cometidos por alguns frigoríficos brasileiros no tratamento de carnes bovinas destinadas tanto ao consumo local, quanto a exportações”, disse Furche ao portal chileno.

União Europeia

Um porta-voz da União Europeia anunciou que o bloco vai suspender a importação de carnes das empresas investigadas na operação. “A Comissão [Europeia] vai garantir que qualquer uma das empresas implicadas na fraude sejam suspensas de exportar para a UE", disse.

Mais de 30 empresas estão sob investigação da PF – entre elas, grandes frigoríficos como JBS (que produz a marca Friboi e Seara) e BRF (responsável por Sadia e Perdigão). As autoridades investigam adulteração em carnes, inclusão de substâncias conservadoras (como ácido ascórbico) acima do limite permitido e suborno de fiscais do Ministério da Agricultura para que os produtos fossem liberados.

As empresas negam irregularidades e dizem que a operação da Polícia Federal contém falhas.

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