Portugal, sob governo de centro-esquerda, registra menor déficit em 40 anos

Por outro lado, dívida pública aumentou para razão de 130,4% do PIB em 2016, após ter sido registrado 129% no ano anterior; governo credita resultado às políticas antiausteridade

Esteja sempre bem informado
Receba todos os dias as principais notícias de Opera Mundi

Receba informações de Opera Mundi

Portugal, governado por uma coalizão de centro-esquerda, registrou em 2016 o menor déficit nas contas públicas em quatro décadas, registrando 2,1% do PIB, contra 4,4% em 2015. O número, divulgado na última sexta-feira (24/03), pode fazer com que o país saia do Procedimento de Déficit Excessivo (PDE), uma regra da União Europeia que exige que o índice fique abaixo de 3%.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

Por outro lado, a dívida pública aumentou para a razão de 130,4% do PIB em 2016, após ter sido registrado 129% no ano anterior. Para 2017, o governo do socialista António Costa prevê déficit ainda menor (1,6%), assim como uma redução da dívida para 128,5%. A UE estabelece como índice aceitável dívida de 60% do Produto Interno Bruto.

szbalint/Flickr CC

Portugal registrou menor déficit em 40 anos; na foto, rua comercial de Lisboa

Venezuela, Peru, Canadá e mais 10 países se unem a banco de desenvolvimento liderado pela China

Ex-líder guerrilheiro Francisco Guterres Lu-Olo é eleito presidente de Timor-Leste

Uruguai registra aumento de 1,5% do PIB em 2016 e tem 14º ano seguido de crescimento econômico

 

A expectativa era de que o resultado do déficit ficasse em 2,4% do PIB no ano passado, de acordo com estimativas apresentadas por Lisboa à União Europeia.

O governo, liderado pelo socialista António Costa, afirma que o resultado se deve às medidas antiausteridade aplicadas desde 2015, quando tomou posse. Entre elas, estão a diminuição da jornada de trabalho do funcionalismo público para 35 horas semanais e a recriação de quatro feriados públicos. Além disso, no ano passado, um programa de regularização de dívidas com o fisco injetou mais 588 milhões de euros na economia portuguesa – o equivalente, segundo o jornal Público, a 0,3 ponto percentual do PIB.

O PDE é aplicado quando o déficit no orçamento supera 3% e a dívida pública, 60%. Por meio do procedimento, Bruxelas exige que o país em questão lance um programa de estabilidade de médio prazo e, caso os resultados não sejam atingidos, o membro do bloco pode ser multado.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias

Rede de supermercados holandesa é acusada de racismo

Em material de curso para funcionários, empresa apresenta perfis de clientes, usando mulher e criança negras para representar os de menor poder aquisitivo; todas as demais categorias são associadas a pessoas brancas