Ataque dos EUA mata pelo menos 15 na Síria; 'agressão contra Estado soberano', diz Rússia

Bombardeio com pelo menos 59 mísseis norte-americanos é a primeira ação militar direta de Washington contra o governo de Bashar Al Assad; Putin condena ataque: 'tentativa dos EUA de desviar atenção da comunidade internacional'

Atualizada às 9:54

Pelo menos seis militares e nove civis sírios morreram em decorrência do bombardeio realizado na madrugada desta sexta-feira (07/04) pelos Estados Unidos contra uma base aérea de Shayrat, na Síria, na primeira ação militar direta de Washington contra o governo de Bashar Al Assad.


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As forças militares norte-americanas lançaram um total de 59 mísseis de cruzeiro, a partir de dois de seus navios militares localizados no Mediterrâneo, contra a base aérea, que fica a 25 quilômetros da cidade de Homs.

A Rússia classificou o ataque como uma “agressão contra um Estado soberano” e suspendeu a coordenação militar que mantinha com os EUA na Síria.

Além das mortes confirmadas pelo Exército sírio e pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos, o ataque deixou dezenas de feridos e destruiu "quase por completo" a base aérea, a segunda mais importante das forças governamentais sírias, segundo um comunicado do Observatório.

O governo norte-americano acredita que desta base saíram os aviões sírios que bombardearam a cidade de Khan Sheikhoun na terça-feira (04/04), no que EUA, França e Reino Unido dizem ter sido um ataque químico deliberado de Assad contra civis sírios.

Agência Efe

Imagem divulgada pela Marinha dos EUA mostra míssil sendo lançado contra Síria desde navio militar no mar Mediterrâneo

O presidente dos EUA, Donald Trump, justificou o ataque contra a Síria por conta do bombardeio em Khan Sheikhoun, no qual pelo menos 70 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.

No entanto, tanto o governo sírio como a Rússia, seu principal aliado, negam essa versão e sustentam que o ataque tinha como alvo um depósito dos terroristas do Estado Islâmico e da Frente Al Nusra que abrigava armas químicas – que depois atingiram os civis.

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Por enquanto, nem a ONU nem a Organização para a Proibição de Armas Químicas confirmaram o tipo de agente químico utilizado em Jan Shijun, embora Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que sua equipe atendeu pacientes com sintomas compatíveis com a exposição a uma substância como o gás sarin. 

"O presidente [Vladimir] Putin considera os ataques norte-americanos na Síria como uma agressão contra um Estado soberano e uma violação do direito internacional, pois fora um pretexto inventado", disse o porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov.

O líder russo "vê nos ataques uma tentativa por parte dos EUA de desviar a atenção da comunidade internacional das muitas vítimas entre a população civil no Iraque", onde tropas americanas lideram uma operação militar contra o Estado Islâmico, disse Peskov.

"Este movimento prejudica seriamente as relações russo-americanas, já por si maltratadas. E o mais importante, como considera Putin, é que não nos acerca do objetivo na luta contra o terrorismo internacional, mas ao contrário, cria um importante obstáculo para formar uma coalizão internacional antiterrorista", disse Peskov.

O Kremlin insistiu que "o Exército sírio não dispõe de arsenais de armas químicas, cuja destruição foi supervisionada e confirmada pela Organização para a Proibição de Armas Químicas".

"Além disso, Putin acredita que ignorar totalmente as evidências sobre o uso de armas químicas por parte dos terroristas não faz nada além de piorar a situação", afirmou o porta-voz.

 

*Com Agência Efe

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