Embaixadora dos EUA na ONU diz que país está preparado para 'fazer mais' na Síria após ataque a base militar

Representante russo afirmou que ataque dos EUA foi um "ato de agressão ilegítimo" e alertou para consequências "extremamente graves" que essas ações podem ter para estabilidade internacional

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A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, afirmou nesta sexta-feira (07/04), em discurso no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que o país está preparado para novas ações militares na Síria após o ataque realizado na quinta (06/04) contra uma base aérea, mas que espera que isso não seja necessário. A justificativa de Washington para o ataque foram os supostos bombardeios com armas químicas na cidade de Khan Seikhoun, na última terça (04/04).


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"Os EUA deram ontem à noite um passo muito calculado. Estamos preparados para fazer mais, mas esperamos que não seja necessário", disse, defendendo a ação norte-americana e afirmando que os EUA não podem ficar à margem quando são utilizadas armas químicas, pois consideram "um interesse vital de segurança nacional" impedir seu uso e expansão.

"Nosso Exército destruiu a base aérea da qual originou o ataque químico desta semana. Estávamos totalmente justificados para fazê-lo", disse. Para ela, "a mancha moral do regime de [Bashar] al Assad já não podia continuar sem resposta" e seus "crimes contra a humanidade não podiam se encontrar com palavras vazias".

"Era o momento de dizer basta. Mas não só dizê-lo. Era hora de agir", afirmou a embaixadora norte-americana, que disse que a aliança russa com Bashar al-Assad é “equivocada”. "Cada vez que Assad ultrapassou o limite da decência humana, a Rússia o apoiou", disse a diplomata.

Rússia

Por sua vez, o embaixador russo, Vladimir Safronkov, afirmou que o ataque dos EUA foi um "ato de agressão ilegítimo" e alertou para as consequências "extremamente graves" que essas ações podem ter para a estabilidade internacional.

"Trata-se de uma flagrante violação da lei internacional”, afirmou, e a ação dos EUA, acrescentou, "só pode facilitar o fortalecimento do extremismo".

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Agência Efe

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Safronkov, em um duro discurso, expressou a "forte condenação" de Moscou contra "a soberania territorial" de um país. "As consequências disto para a estabilidade regional e internacional podem ser extremamente graves", acrescentou.

O representante russo criticou os governos de Estados Unidos, Reino Unido e França por terem, segundo ele, "uma paranoica ideia" de derrubar "o governo soberano da Síria".

Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou ser “óbvio” que a decisão sobre o bombardeio norte- foi tomada antes do suposto ataque químico. “É óbvio que o ataque com mísseis dos EUA estava preparado com bastante antecedência”, disse Maria Zakharova, porta-voz do órgão. “É claro para qualquer especialista que a decisão de atacar foi tomada em Washington antes dos eventos em Idlib, que foram simplesmente usados como um pretexto para uma demonstração de força.”

“Imprudente e irresponsável”

A Presidência da Síria divulgou na manhã desta sexta um comunicado em que qualifica o ataque dos EUA como um ato “imprudente e irresponsável” que reflete “uma cegueira política e militar”.

“Em um agressão injusta e arrogante, os Estados Unidos atacou nesta sexta-feira o aeroporto de al Shairat nos arredores de Homs”, diz o comunicado do gabinete de Bashar al Assad, presidente da Síria, divulgado pela agência estatal de notícias Sana.

“Atacar um aeroporto de um Estado soberano é um ato ultrajante dos EUA que clarifica mais uma vez o que a Síria tem dito, de que a sucessão de administrações deste regime não muda as políticas arraigadas desta entidade, representadas por ataques contra Estados, a opressão de povos e a tentativa de dominar o mundo”, diz a Presidência síria.

O governo sírio encerrou dizendo que "se o regime norte-americano acredita que este ataque lhe permitiu dar apoio a seus agentes de gangues e organizações terroristas no terreno, a República Árabe da Síria reafirma que esta agressão aumentou a determinação síria em atacar os agentes terroristas e os continuar derrotando, e intensificar as ações contra eles onde quer que estejam no território sírio".

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