Cuba condena ataque dos EUA contra Síria e diz que 'ação ilegal de força' intensifica conflito na região

'Não é admissível a designação de responsabilidades' sobre suposto ataque químico antes de Organização para a Proibição de Armas Químicas investigar caso, diz Havana

O governo de Cuba expressou nesta sexta-feira (07/04) “enérgica condenação” ao “ataque unilateral” dos Estados Unidos contra uma base aérea síria na província de Homs.


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Em comunicado assinado pelo vice-ministro de Relações Exteriores de Cuba, Rogelio Sierra Díaz, o governo cubano classificou o bombardeio dos EUA como uma “ação ilegal de força” que “constitui uma grave e flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional”.

Para Cuba, trata-se também de “um atropelo contra um Estado soberano” que “intensifica o conflito neste país [Síria] e na região, e afasta o sucesso de uma solução negociada”.

MinRex Cuba

Ministério de Relações Exteriores de Cuba: ataque dos EUA é 
'atropelo contra um Estado soberano' que 'intensifica o conflito' na Síria

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Havana também “rechaça firmemente o emprego de armas químicas por qualquer ator e em qualquer circunstância”, em referência ao suposto ataque químico realizado na terça-feira (04/04) na província de Idlib, que deixou mais de 70 mortos e que, segundo o governo cubano, foi usado como “pretexto” por Washington para atacar a base aérea síria.

“Não é admissível a designação de responsabilidades” enquanto a Organização para a Proibição de Armas Químicas não tenha realizado “uma investigação imparcial, objetiva, transparente e despolitizada sobre o caso” e enquanto a organização não se pronuncie, diz Cuba.

“Expresso nossas mais sentidas condolências pela perda de vidas, inclusive de crianças, ocorridas na Síria como consequência desta e de agressões anteriores”, conclui o vice-ministro.

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