Irlanda aumenta estimativa e prevê crescimento econômico de 4,3% em 2017

País fechou 2016 com um aumento de 5,2% do PIB e espera crescer 4,3% em 2017 e 3,7% em 2018, ainda que saída do Reino Unido da UE seja um fator de incerteza, disse ministro da Economia irlandês

O PIB (Produto Interno Bruto) da Irlanda deve crescer este ano 4,3%, quase um ponto percentual acima do previsto no fim de 2016, afirmou nesta segunda-feira (10/04) o ministro de Economia irlandês, Michael Noonan.


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Segundo o ministro, as atividades produtivas e de serviços da Irlanda têm crescido em ritmo constante. O país fechou 2016 com um aumento de 5,2% do PIB, três anos depois de concluir o resgate financeiro solicitado em 2010 à União Europeia (UE) e ao FMI (Fundo Monetário Internacional) por 85 bilhões de euros.

Para 2018, os cálculos do governo indicam que o PIB poderia crescer 3,7%, ainda que a saída do Reino Unido da UE constitua um fator de incerteza para a economia do país, disse Noonan. “A República da Irlanda está mais exposta aos efeitos da Brexit do que qualquer outro país comunitário, mas até o momento seu impacto tem sido inferior ao esperado”, comentou.

Daniel Dudek / flickr CC

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Diferentemente da Irlanda do Norte, a República da Irlanda não é parte do Reino Unido e seguirá sendo membro da UE e usando o euro como moeda. Em 2016, a economia irlandesa chegou a seu terceiro ano consecutivo com a maior expansão entre os membros do bloco.

A desvalorização da libra esterlina, moeda britânica, afeta a competitividade das exportações irlandesas, mas a força do euro permitiu baratear as importações de produtos do Reino Unido, um dos principais sócios comerciais da Irlanda, disse o ministro. “Esta situação é consistente com as tendências que se detectam no Reino Unido, nos Estados Unidos e nas economias da zona do euro”, afirmou.

A longo prazo, o divórcio entre Londres e Bruxelas poderia afetar Dublin, se se impõem barreiras ao comércio entre as duas partes ao fim das negociações sobre as condições da Brexit, apontou o ministro do governo do premiê Enda Kenny, do partido de centro-direita Fine Gael.

 

*Com Prensa Latina

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