Estados Unidos preparam 'ataque preventivo' caso Coreia do Norte faça teste nuclear, diz emissora

Eventual ataque seria respondido de maneira a 'devastar impiedosamente' os Estados Unidos, disse a agência oficial norte-coreana KCNA, em comunicado

O presidente dos EUA, Donald Trump, prepara um "ataque preventivo" com armas convencionais contra a Coreia do Norte, caso o Pentágono se convença de que Pyongyang está preparando um teste nuclear. A informação é da emissora de TV NBC, que cita fontes da inteligência norte-americana.


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Um eventual ataque seria respondido de maneira a “devastar impiedosamente” os Estados Unidos, disse a agência oficial norte-coreana KCNA, em comunicado. "Nossa ação mais dura contra os Estados Unidos e suas forças navais será tomada de forma tão impiedosa, de modo que os agressores não sobreviverão", afirmou.

Um possível teste com armas atômicas do governo de Kim Jong-un poderia ocorrer no próximo fim de semana, durante as celebrações pelo 105º aniversário de nascimento de Kim Il-sung, o primeiro líder da nação. Por sua vez, o governo norte-coreano já declarou que responderá a "ações ofensivas" de Washington.

Tensão

Os EUA posicionaram um porta-aviões de propulsão nuclear e navios militares na península da Coreia, em mais um episódio da escalada na tensão entre os dois países, e têm adotado uma postura agressiva na política externa nos últimos dias, com bombardeios na Síria e no Afeganistão.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que o país está preocupado com a atual tensão na península coreana. "Existe a sensação de que o conflito pode começar a qualquer momento. Acho que todas as partes envolvidas devem manter alta a vigilância sobre essa situação", disse.

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Agência Efe

Governo dos EUA, liderado por Trump, prepara ataque preventivo à Coreia do Norte em caso de ataque nuclear

Pequim se diz favorável a qualquer tentativa de diálogo. Para Yi, em uma eventual guerra entre EUA e Coreia do Norte, "não haverá vencedores". "Pedimos para todas as partes pararem com as provocações e ameaças e não permitirem que a situação se torne irreparável ou fora de controle", pediu Wang em uma coletiva de imprensa com o chanceler francês, Jean-Marc Ayrault.

A imprensa chinesa informou nesta sexta que voos entre Pequim e Pyongyang operados pela Air China serão suspensos a partir de segunda-feira (17/04).

A Rússia, apesar dos seus próprios conflitos atuais com os EUA, também demonstrou preocupação com a situação e está acompanhando os fatos. "É com grande preocupação que seguimos a escalada de tensão na península coreana. Pedimos que todos os países dêem provas de moderação", disse o Kremlin, de acordo com a agência Tass.

Um dos maiores aliados dos EUA na Ásia, o Japão já começou a analisar as possibilidades de uma guerra. "Estudamos qualquer possiblidade de ação para responder à crise", disse o vice-chanceler Han Song-ryol.

Trump

A tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte existe há anos, mas se intensificou desde que Trump assumiu a Casa Branca, em janeiro. O republicano mantém uma gestão mais combativa que seu antecessor, Barack Obama, e ameaça atacar o país asiático caso o regime de Pyongyang continue com seus testes militares.

Nesta quinta (13/04), Trump ordenou o lançamento de uma bomba contra o Afeganistão para atingir o que seriam alvos terroristas do Estado Islâmico. O explosivo tinha quase 11 toneladas e é considerada a bomba mais potente do arsenal norte-americano, atrás apenas da nuclear. Especialistas viram no ataque uma tentativa de Washington demonstrar para seus inimigos poder militar. Na semana passada, Trump também bombardeou alvos na Síria.

(*) Com Ansa 

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