Washington e Seul encerram maiores manobras conjuntas

Deutsche Welle
Na disputa com Pyongyang, Donald Trump volta a elogiar China, aliada tradicional da Coreia do Norte

Os exércitos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos finalizaram neste domingo (30/04) suas manobras anuais conjuntas Foal Eagle (filhote de águia, em inglês), que neste ano foram as maiores que já aconteceram e coincidiram com um período de máxima tensão na península coreana.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

As autoridades militares da Coreia do Sul anunciaram que os exercícios Foal Eagle, que envolveram forças de infantaria, navais e aéreas sul-coreanas e americanas, foram concluídos neste domingo "como estava previsto", informou a agência de notícias Yonhap.

Nos exercícios deste ano, que começaram no início de março, participaram mais de 10 mil soldados americanos e centenas de milhares de efetivos sul-coreanos, o que os converteu nos maiores deste tipo já realizados na Península da Coreia.

A Coreia do Norte, que considera as manobras um ensaio para a invasão de seu território, criticou com firmeza os exercícios militares que, além disso, coincidiram com um período de especial tensão entre Washington e Pyongyang.

O término dos exercícios conjuntos acontece um dia depois que o regime norte-coreano realizou seu último teste de mísseis, o lançamento de um projétil balístico que explodiu poucos minutos após a decolagem, segundo confirmaram Washington e Seul.

China e Coreia do Norte

Na disputa com a Coreia do Norte, o presidente americano, Donald Trump, voltou a elogiar o seu colega de pasta chinês, Xi Jinping, em entrevista que deverá ir ao ar neste domingo pela emissora CBS. "Também Xi faz pressão sobre a Coreia do Norte", declarou Trump.

EUA começam a instalar escudo antimísseis na Coreia do Sul

Governo Trump anuncia redução de impostos para mais ricos e empresas dos EUA

'Cumpri uma promessa após a outra', diz Trump ao completar 100 dias no governo dos EUA

 

 

Agência Efe

Porta-aviões Carl Vinson indo à península coreana; EUA e Coreia do Sul terminaram exercícios militares

O presidente americano declarou ainda que "não se alegraria" com um novo teste nuclear por parte de Pyongyang. "E eu também não acredito que o presidente chinês, que é uma pessoa muito estimada, estaria contente", acrescentou Trump.

Quanto à pergunta se ele levaria em consideração uma reação militar no caso de um novo teste nuclear, o presidente americano respondeu: "Não sei. Quero dizer, vamos ver."

Testes norte-coreanos

A China é o aliado mais próximo da Coreia do Norte. Recentemente, o governo americano exortou Pequim a forçar que a Coreia do Norte abandone seu programa nuclear e de mísseis. Trump já advertiu diversas vezes que, se necessário, Washington iria agir unilateralmente contra Pyongyang, sem descartas ações militares.

Em reação ao lançamento fracassado de um foguete norte-coreano no sábado, o presidente dos Estados Unidos já havia se referido à China, afirmando que, com seu novo teste, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, desrespeitara Pequim. "A Coreia do Norte não respeitou a vontade da China nem de seu estimado presidente [Xi Jinping] ao lançar hoje, embora sem sucesso, um míssil", disse Trump, em mensagem no Twitter.

Desde 2006, a Coreia do Norte já realizou cinco testes nucleares, segundo informações próprias, incluindo dois no ano passado. Ao mesmo tempo, a liderança em Pyongyang trabalha no desenvolvimento de foguetes de longo alcance, que poderiam alcançar os EUA equipados com ogivas nucleares.

Neste sábado, o porta-aviões americano USS Carl Vinson chegou à costa da península coreana, participando de exercícios conjuntos com a Marinha sul-coreana.

CA/efe/afp

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Destaques

Publicidade

Promoção 100 livros para os 100 anos da Revolução

Promoção 100 livros para os 100 anos da Revolução

Inspirada pela Revolução Russa, a Alameda Casa Editorial fez uma seleção de 100 livros com desconto de 20% e frete grátis. São livros que tratam da sociedade capitalista, do mercado de trabalho, do racismo, do pensamento marxista, das grandes depressões econômicas, enfim: do pensamento social que, direta ou indiretamente, foi influenciado pela revolução dos trabalhadores de 1917. Aproveite.

Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias

TV 247 debate os cem anos da Revolução Russa; assista

Participaram da conversa os jornalistas José Reinaldo Carvalho, secretário de Relações Internacionais do PCdoB, Breno Altman, fundador de Opera Mundi, Paulo Moreira Leite, colunista do 247, e Leonardo Attuch, editor do 247