Aula Pública Opera Mundi: imprensa sabe cobrir questões dos direitos humanos?

Ana Luisa Gomes, doutora em Ciências da Comunicação pela ECA-USP e curadora do prêmio Vladimir Herzog, explica como os meios de comunicação integram as dinâmicas sociais e são necessários para ajudar a dar publicidade a direitos básicos

Opera Mundi TV

Na Aula Pública, Ana Luisa Gomes explica como a mídia é importante na promoção dos direitos humanos


Comunicação é fundamental porque vocaliza, dissemina e espalha socialmente o conjunto de direitos que nos permite participar da vida do país. Com a comunicação, podemos conhecer, saber e ser cidadãos e cidadãs e, portanto, transformar nossa sociedade e a realidade em que vivemos.


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Esta é a análise de Ana Luisa Gomes, doutora em ciências da comunicação pela ECA-USP e curadora do prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, durante a Aula Pública Opera Mundi sobre Por Que a Comunicação é Fundamental aos Direitos Humanos?

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Para a especialista, não é possível dizer se a imprensa — tradicional ou alternativa —, em seu conjunto, realiza bem o trabalho de cobertura dos direitos humanos. "Por vivência própria de trabalhar como curadora de dois prêmios jornalísticos, posso afirmar que a temática dos direitos humanos tem sido pauta de grandes veículos de comunicação e também na imprensa alternativa. Ainda não é o suficiente, mas acredito que processos de discussão e conversas sobre essas novas temáticas podem contribuir para a Comunicação e a imprensa melhorarem", conclui.

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Assista ao primeiro bloco da Aula Pública com Ana Luisa Gomes: por que a Comunicação é fundamental aos direitos humanos?


No segundo bloco, Ana Luisa Gomes responde perguntas do público da Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo

Documentos, como certidão de nascimento, violência policial, violência doméstica, discriminação contra a mulher, explica Ana Gomes, são exemplos significativos para entender o que é tratar direitos humanos na comunicação.

"Sendo concessões públicas, os canais de televisão e rádio pertencem ao povo e o funcionamento depende da autorização do Estado. Quando esse serviço (da mídia) não funciona bem, nossa cidadania fica comprometida. Portanto, essa é uma questão de direitos humanos também. Além disso, ter acesso à informação e se comunicar são direitos dos cidadãos. O mundo vive esse encontro de tecnologias e, a partir da convergência de vários meios audiovisuais, saber utilizar os formatos e os suportes de comunicação também é um direito humano", afirma Ana Luisa Gomes.

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