França veta magreza extrema em modelos e obriga notificação em fotos com retoques

A partir de outubro, imagens retocadas digitalmente para emagrecer ou engordar alguém deverão estar acompanhadas da menção 'fotografia retocada' quando 'apareçam em propagandas difundidas em jornais, cartazes, internet ou em catálogos'

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Modelos terão que apresentar um certificado médico para poder exercer a profissão na França e as imagens modificadas em computador para "emagrecer ou engordar" alguém deverão ser identificadas de forma explícita, determinam dois decretos publicados nesta sexta-feira (05/05) no Diário Oficial.


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A partir de amanhã, modelos deverão possuir um laudo médico, válido por dois anos, que permita "verificar seu estado de saúde global", avaliado, "principalmente", pelo Índice de Massa Corporal (IMC). O Ministério de Saúde da França tomou como referência a Organização Mundial da Saúde (OMS), que diz que uma pessoa é considerada magra quando seu IMC – que calcula a relação entre o peso e a altura – é inferior a 18,5.
 
A lei contempla penas de até seis meses de prisão e multas de até 75 mil euros (R$ 261.300) para todo aquele que contratar alguém de magreza extrema nesse setor. Além disso, conforme o segundo decreto, a partir de 1 de outubro as imagens deverão estar acompanhadas da menção "fotografia retocada" quando "apareçam em propagandas difundidas em jornais, cartazes, internet ou em catálogos".
 

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Modelos terão que apresentar certificado médico que "verifique estado de saúde global", principalmente o IMC (Índice de Massa Corporal)

As medidas foram incluídas na lei sobre a Saúde Pública, publicada no Diário Oficial em janeiro de 2016, mas não tinham entrado em vigor até agora por conta de burocracias. O objetivo do Ministério é lutar contra a anorexia através da proibição de modelos muitos magros em desfiles e fotografias de moda.

Com estas regras, a França se une a outras iniciativas similares feitas por países como Itália e Espanha.

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