França confirma para domingo posse de Macron, que irá a Berlim na primeira viagem oficial

Nesta manhã, Macron já compareceu a um evento no Arco do Triunfo, em Paris, ao lado do atual presidente, François Hollande, em um ato para marcar 72 anos do fim da 2ª Guerra

O presidente eleito da França, Emmanuel Macron, tomará posse no próximo domingo (14/05), anunciou nesta segunda-feira (08/05) o Palácio do Eliseu, sede do governo francês. Além disso, fontes afirmam que a primeira viagem internacional do novo líder será a Berlim, onde deve se encontrar com a chanceler alemã Angela Merkel.


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Nesta manhã, Macron já compareceu a um evento no Arco do Triunfo, em Paris, ao lado do atual presidente, François Hollande, em um ato para marcar os 72 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.

A participação de Macron ocorreu a convite de Hollande, que tenta demonstrar continuidade e proximidade ao novo governo, já que o recém-eleito presidente fora seu secretário-adjunto e seu ministro da Economia antes de se afastar em 2016 e formar seu próprio partido político.

O líder do partido "Em Marcha!", que venceu as eleições presidenciais deste domingo (07/05), terá uma semana para começar a as uma semana para formar seu gabinete e realizar a transição política.

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Agência Efe

Macron (esq.) participou de seu primeiro compromisso oficial nesta manhã, ao lado do presidente Hollande

Alemanha

Fontes próximas a Macron também disseram que ele irá a Berlim, na Alemanha, em sua primeira viagem oficial ao exterior. A informação foi divulgada pela rede CNews, citando a eurodeputada Sylvie Goulard, próxima ao líder do "Em Marcha!".

Ontem à noite, logo após a confirmação de sua vitória nas eleições, Macron rcebeu um telefonema de Merkel. "Merkel está muito contente com a eleição de Macron, que leva esperança a milhões de franceses, e também a milhões de pessoas na Alemanha e na Europa", comentou o porta-voz da chanceler, Steffen Seibert. "Ele conduziu uma campanha pela Europa, pela abertura ao mundo, e não pelo isolamento", disse.

Durante um debate, a candidata de extrema-direita Marine Le Pen, que perdeu para Macron, chegou a dizer que, invariavelmente, a França seria governada por uma mulher: ou ela, ou Merkel. A frase foi uma crítica às posições integracionistas do hoje presidente eleito para com a União Europeia. Le Pen sempre se declarou eurocética e disse que, se ganhasse, iria fazer um referendo para tirar o país do grupo.

Macron venceu o segundo turno das eleições francesas com 66,1% dos votos, derrotando Marine Le Pen, do partido "Frente Nacional" (FN), que, além de defender a saída da França da União Europeia, apoia medidas de restrição à imigração.

(*) Com Ansa

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