Venezuela: é 'muito preocupante' oposição não querer participar, diz chefe de comissão da Constituinte

MUD, maior força opositora do país, se recusou a participar dos encontros porque considera que a convocação não está sendo feita com base constitucional

O ministro venezuelano e chefe da Comissão Presidencial para a Constituinte, Eliás Jaua, avaliou na noite deste domingo (14/05) como "muito preocupante" a recusa da opositora Mesa Democrática (MUD) a participar do processo de eleição da Assembleia Nacional Constituinte.


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"É muito preocupante a situação de uma injustificável decisão da direção da MUD de não ter nenhum tipo de comunicação com o governo legítimo e democrático da República", disse Jaua em referência à rejeição dos opositores a participar do processo convocado pelo presidente do país, Nicolás Maduro.

Jaua, que também é ministro da Educação do país, comandou durante os últimos dias uma série de reuniões com vários setores sociais e políticos do país para explicar os motivos e objetivos de Maduro para convocar um processo a fim de redigir uma nova Constituição.

A plataforma de partidos MUD, maior força opositora do país, rejeitou a iniciativa e se recusou a participar dos encontros porque considera que a convocação não está sendo feita com base constitucional, e que será usada pelo chavismo para se perpetuar no poder.

Agência Efe

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O chamado de Maduro a este processo agravou uma onda de protestos que denuncia a suposta ruptura da ordem constitucional há mais de 40 dias após a decisão do Supremo de assumir as funções do Parlamento, e embora a decisão tenha sido revogada em meio à pressão internacional, a oposição insiste na denúncia.

Para Jaua, a Venezuela "nunca tinha tido essa manifestação escatológica que atenta contra os valores mais queridos da sociedade venezuelana, nunca antes tinha tido uma força política tão subordinada a interesses estrangeiros". "Nós acreditamos que esta escalada de violência é uma pressão do exterior", disse ao assegurar que a "pressão internacional" teve um papel importante na atual crise venezuelana.

Além disso, indicou que ao governo preocupa "muito mais a atitude da Conferência Episcopal" venezuelana que, segundo disse antes, se negou a participar do processo preparatório da eleição da Assembleia Constituinte. 

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