Trump defende 'direito' de partilhar informações com Rússia após ser acusado de revelar dados secretos

Presidente dos EUA, no entanto, disse que compartilhou fatos sobre terrorismo e segurança em voos; embaixada russa em Washington não se pronunciou

O presidente dos EUA, Donald Trump, veio ao Twitter na manhã desta terça-feira (16/05), dizer que tem “o absoluto direito” de compartilhar informações com a Rússia, o que fez durante uma reunião que manteve com o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, Casa Branca na semana passada. 


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Na noite desta segunda (15/05), o jornal The Washington Post publicou uma reportagem em que diz que o presidente dos Estados Unidos revelou informação secreta sobre o Estado Islâmico (EI) a Lavrov.

“Como presidente, quis compartilhar com a Rússia (em uma reunião aberta e agendada na Casa Branca), o que eu tenho o absoluto direito de fazer, fatos concernentes a terrorismo e segurança de voos. Razões humanitárias, e eu ainda quero que a Rússia incremente bastante sua luta contra o Estado Islâmico e terrorismo”, disse o presidente norte-americano.


Segundo o jornal, o que Trump repassou a Lavrov foi informação relacionada com a possibilidade que os jihadistas utilizem laptops para realizar algum tipo de ataque terrorista em voos comerciais, afirmações às quais McMaster não se referiu.

Esta informação foi proporcionada por um país aliado dos Estados Unidos e seu conteúdo é tão secreto que nem sequer outros de seus parceiros receberam esses dados, segundo as fontes citadas pelo Post, e que também foram confirmadas pelo New York Times.

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Agência Efe

Casa Branca negou que Trump tenha revelado informação secreta a russos; na foto, Lavrov e o embaixador russo nos EUA

A Casa Branca classificou na noite desta segunda-feira (15/05) como "falsa" a informação publicada pelo Post.

"O artigo é falso", afirmou em um breve pronunciamento o assessor de segurança nacional da Casa Branca, o tenente-general H.R. McMaster, que assegurou que Trump não revelou "fontes, métodos ou operações militares" a Lavrov, apesar de o Post não falar disso em sua matéria.

Segundo o jornal, o que Trump repassou a Lavrov foi informação relacionada com a possibilidade que os jihadistas utilizem laptops para realizar algum tipo de ataque terrorista em voos comerciais, afirmações às quais McMaster não se referiu. Esta informação foi proporcionada por um país aliado dos Estados Unidos e seu conteúdo é tão secreto que nem sequer outros de seus parceiros receberam esses dados, segundo as fontes citadas pelo Post, e que também foram confirmadas pelo New York Times.

"Eu estava lá, isso não aconteceu", reforçou McMaster, que, no entanto, admitiu que Trump e Lavrov falaram sobre um "leque de ameaças comuns", incluindo "ameaças à aviação comercial".

Também participou do encontro entre Trump e Lavrov na quarta-feira passada o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, que, na mesma linha que McMaster, negou que se tenha falado sobre "fontes, métodos ou operações militares".

Segundo o Post, a Casa Branca imediatamente informou à Agência Central de Inteligência (CIA) e à Agência de Segurança Nacional (NSA) para reduzir o impacto das revelações que poderia afetar a capacidade de Washington e seus aliados para detectar novas ameaças.

A reunião de Trump com os enviados russos foi vista como um problema de imagem inoportuno por ter acontecido um dia depois de o presidente ter demitido o diretor do FBI (polícia federal americana), James Comey, que liderava justamente a investigação sobre a possível coordenação da campanha presidencial de Trump com o Kremlin. 

Segundo o site Sputnik, a embaixada russa em Washington não vai se pronunciar sobre o assunto.

(*) Com Efe

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