Aula Pública com Fernando Haddad: São Paulo se tornou uma cidade mais democrática?

Ex-prefeito discute mudanças na capital paulista e possíveis desdobramentos com o novo cenário político

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A cidade de São Paulo passou por uma série de transformações nos últimos anos. Desde a área da cultura até o campo da habitação, novas ações buscaram democratizar o território paulistano. Ou seja, estabelecer prioridades para gerar equilíbrio e permitir que as pessoas possam se emancipar.


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Esta é análise de Fernando Haddad, doutor em Filosofia pela USP e ex-prefeito de São Paulo, ao discutir se São Paulo se Tornou uma Cidade Mais Democrática, na Aula Pública Opera Mundi.

Veja também: Aula Pública com Fernando Haddad: como as cidades podem ser mais democráticas?

"Na área da cultura, com fomento e novas modalidades, conseguimos apoio aos coletivos da periferia. No campo da habitação, foi feito um arranjo espetacular com movimento por moradia: viabilizamos 110 mil unidades habitacionais, com terrenos, licenciamento e recurso. São Paulo não estava habituada a desapropriar terra para produção de moradia popular. Então, iniciamos uma política severa para desapropriar e garantir que as ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) chegassem às mãos de pessoas de baixa renda", explica.

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No segundo bloco, Haddad responde perguntas do público no campus Perdizes da PUC-SP

Para Fernando Haddad, é necessário reeducar o olhar para o conceito de democracia. "Quando você abre as ruas aos domingos para os pedestres, como no caso da Avenida Paulista, há um movimento educacional para o convívio. Quando criamos Wifi numa praça pública, estamos ressignificando o espaço. As pessoas passaram a ocupar o lugar novamente. Ou seja, organizar o território de forma mais justa. Democratizar é criar vasos que comunicam entre si, desde o ponto de vista territorial até às finanças da cidade. É assim que garantimos que a cidade tenha um desenvolvimento urbano mais equilibrado", analisa.

As dificuldades enfrentadas pela gestão, argumenta o ex-prefeito, estiveram associadas ao momento conturbado do Brasil. Com a queda na arrecadação e a crise política, não foi possível concluir todas as metas estipuladas. "Como prefeito, enfrentei a pior recessão da história do país. E é muito simples explicar o porquê: no cenário de crise, a receita cai e a demanda por serviço público sobe. Com a recessão o dinheiro mingua e o cidadão que estava na escola privada e no seguro de saúde volta bater à porta da Prefeitura", diz. 

Reprodução

O ex-prefeito de SP Fernando Haddad: 'Democratizar é criar vasos que comunicam entre si, desde o ponto de vista territorial até às finanças da cidade'

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