Aula Pública Opera Mundi: por que há tão poucas artistas mulheres?

Professora Carla Cristina Garcia, da PUC-SP, discute os processos históricos que fizeram os homens ocuparem a maioria dos espaços artísticos

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Na Aula Pública, Carla Cristina Garcia discute por que as mulheres não enfrentam condições de desigualdade nas artes


Uma série de fatores sócio-históricos condiciona muitas pessoas a entrarem em museus, por exemplo, e imaginar que ali não estão expostas obras de mulheres — assim como indígenas, negros e outros grupos. Tendemos a pensar que, na verdade, estão presentes apenas obras de homens brancos. Mais do que a quantidade de quadros pendurados numa exposição, devemos estudar o percurso histórico que limita o acesso aos meios de produção e sufoca os espaços de expressão das mulheres. Dessa forma, poderemos compreender por que os homens ocupam a maioria dos espaços artísticos.


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Esta é a análise de Carla Cristina Garcia, doutora em ciências sociais e professora da PUC-SP, ao responder à pergunta "Por Que Há Tão Poucas Artistas Mulheres?", na Aula Pública Opera Mundi. Para a especialista, é fundamental fortalecer o reconhecimento da produção cultural das mulheres e, também, garantir acesso aos meios materiais — como editais, verbas e contratos — , capazes de redistribuir as produções artísticas.

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Assista ao primeiro bloco da Aula Pública com Carla Cristina Garcia: por que há tão poucas artistas mulheres?

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No segundo bloco Carla Cristina Garcia responde perguntas do público na PUC-SP.


De maneira geral, explica, homens têm mais acesso aos meios de produção, editais, bolsas de estudos etc para produzir cinema, artes plásticas, música e assim por diante. "As mulheres, em síntese, têm uma condição material que impossibilita" a posição de igualdade em relação à produção artística.  

"Mais do que quantidade, precisamos de uma cultura simbólica de qualidade, que faça, em certa altura do campeonato, que nossas netas e bisnetas possam entrar em um museu sem achar que só tem quadro de homem nesses espaços. Ou seja, citando a filósofa norte-americana Nancy Fraser, precisamos de redistribuição e reconhecimento da arte", explica.

 

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