OCDE: acordo de paz entre FARC e governo irá impulsionar economia e criação de empregos na Colômbia

Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico estima que PIB colombiano deve crescer 2,2% em 2017 e 3% em 2018 e que agricultura e construção civil serão setores mais beneficiados pelo fim do conflito

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A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) afirmou nesta quinta-feira (25/05) que o acordo de paz entre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o governo de Juan Manuel Santos irá “gerar dividendos econômicos e sociais positivos” ao país.


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A organização internacional, cuja sede fica em Paris, na França, divulgou hoje um informe sobre a Colômbia, com a estimativa de que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresça 2,2% em 2017 e 3% em 2018.

“O acordo de paz irá impulsionar o crescimento econômico e a criação de empregos”, afirmou Alvaro Pereira, diretor de estudos de países da OCDE, que apresentou o informe em Bogotá.

No relatório, a entidade estima que o pacto firmado em novembro de 2016 entre as FARC e o governo melhorará o potencial de crescimento econômico do país, aumentará a confiança e a coesão social e evitará o “desvio de gastos produtivos” para gastos militares relacionados com o conflito.

Agência Efe / Arquivo

Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, e Timoleón Jiménez, líder das FARC, durante assinatura de primeira versão do acordo, em junho de 2016

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Para a OCDE, as atividades econômicas mais beneficiadas pela paz serão a agricultura e a construção civil.

O governo Santos estima que o pós-conflito represente um crescimento adicional anual entre 1,1% e 1,9% do PIB. A economia da Colômbia cresceu 2% em 2016 e o Bogotá espera que tal crescimento chegue a 2,5% em 2017.

Pereira, da OCDE, alertou que para continuar crescendo a Colômbia deve aumentar a produtividade e tornar o crescimento mais inclusivo, melhorando a qualidade da educação, reduzindo a informalidade na economia, melhorando as oportunidades de trabalho para as mulheres e investindo em infraestrutura, entre outras recomendações.

A organização também classificou a economia colombiana como “uma das mais fortes” da América Latina e “a mais resiliente” da região diante da queda dos preços de commodities. Assim como a Costa Rica e a Lituânia, a Colômbia está na reta final de seu processo de adesão à OCDE, formada por 35 países de vários continentes – o Brasil não é um deles.

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