Chefes de gabinete de May pedem demissão após 'enorme decepção' eleitoral no Reino Unido

Segundo a imprensa britânica, integrantes do Partido Conservador exigiram da primeira-ministra britânica uma mudança na chefia de gabinete do Executivo

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Nick Timothy e Fiona Hill, os chefes de gabinete da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, e dois dos seus assessores mais próximos, pediram demissão neste sábado (10/06) após a "enorme decepção" eleitoral da última quinta-feira (08/06), quando o Partido Conservador perdeu a maioria absoluta nas urnas.


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"Aceito a responsabilidade por meu trabalho nesta campanha eleitoral, que era supervisionar nosso programa político", afirmou em um comunicado Timothy, enquanto a demissão de Fiona foi anunciada por um porta-voz do Partido Conservador. Diversas vozes dentro do Partido Conservador de May criticaram nas últimas horas o papel de Timothy e Fiona na campanha eleitoral, na qual ambos tiveram posição de destaque.

Em seu pedido de demissão, Timothy afirmou que o programa conservador para as eleições não era seu "projeto pessoal", como sugeriram alguns veículos de imprensa, mas o resultado de "meses de trabalho" de toda a equipe de governo. "Mesmo assim, assumo a responsabilidade pelo conteúdo de todo o programa, que continuo acreditando que é honesto e sólido para governar", afirmou o chefe de gabinete.

Para Timothy, a razão para a "enorme decepção" que os conservadores sofreram "não foi a falta de apoio a Theresa May" entre os eleitores, mas "um aumento inesperado de apoio aos trabalhistas".

May nomeou Gavin Barwell, antigo secretário de Estado de Habitação, como novo chefe de gabinete de Downing Street. Barwell, de 45 anos, perdeu sua cadeira parlamentar pela circunscrição de Croydon Central (Londres) nas eleições de quinta.

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Agência Efe

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Os conservadores somaram 318 deputados nas eleições gerais de quinta-feira, oito abaixo da maioria absoluta na Câmara dos Comuns, por isso precisarão a partir de agora do apoio de outros partidos para aprovar suas propostas parlamentares, enquanto os trabalhistas passaram de 232 para 262 cadeiras.

"Olhando para o futuro, nada mais importa que o bom governo do país. As negociações do 'Brexit' estão a ponto de começar e não há tempo a perder se quisermos que o Reino Unido consiga um bom acordo" com a União Europeia (UE), disse Timothy.

Por outro lado, Katie Perrior, ex-diretora de comunicações do nº 10 de Downing Street, a residência oficial e gabinete da primeira-ministra britânica, disse neste sábado que os dois assessores de May tratavam os integrantes do governo de forma "mal-educada, abusiva e infantil".

"Os chefes de gabinete eram bons de briga, mas péssimos líderes políticos. Os grandes líderes conseguem sê-lo porque fazem com que as pessoas os sigam, e não deixando você louco inclusive antes de ter digerido o café da manhã", criticou a ex-diretora em declarações ao jornal The Times.

Segundo a imprensa britânica, integrantes do Partido Conservador exigiram de May uma mudança na chefia de gabinete do Executivo e a advertiram que tentariam forçar eleições primárias se ela mantivesse Timothy e Fiona no cargo.

Mesmo com as pressões para que renuncie, May afirmou que não tem a intenção de deixar o cargo e que trabalha para conseguir um pacto de governo com o apoio parlamentar dos unionistas da Irlanda do Norte.

Horas depois da divulgação do resultado eleitoral, May confirmou em seus cargos os cinco principais ministros de seu governo, que controlam as pastas de Economia, Interior, Relações Exteriores, Defesa e "Brexit".

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