May diz que Reino Unido vai rever estratégia de combate ao terrorismo após quarto ataque em três meses

Ação deste domingo, que deixou um morto, "novamente teve como alvo pessoas normais e inocentes que cumpriam com suas rotinas, desta vez muçulmanos britânicos que deixavam uma mesquita", disse May

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou nesta segunda-feira (19/06) que o governo do país vai revisar suas estratégias de combate ao terrorismo após o quarto ataque em três meses. Neste domingo (18/06), um homem atropelou fieis que saiam de uma mesquita em Finsbury Park, no norte de Londres. Uma pessoa morreu.


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“Como eu disse aqui, duas semanas atrás, houve muita tolerância com o extremismo em nosso país por muitos anos – e isso significa qualquer tipo de extremismo, incluindo islamofobia. É por isso que estaremos revisando nossa estratégia de contraterrorismo e assegurando que a polícia e os serviços de segurança terão os poderes que precisam”, afirmou a premiê, em discurso na sede do governo.

“E é por isso que vamos estabelecer uma nova Comissão de Combate ao Extremismo como órgão estatutário para ajudar a combater ódio e extremismo da mesma maneira que lutamos contra o racismo – porque este extremismo é insidioso e destrutivo aos nossos valores e ao nosso modo de vida e nada vai nos impedir de derrotá-lo”, disse.

May fez a declaração após presidir uma reunião do comitê de emergência do governo. A ação, segundo ela, "mais uma vez, teve como alvo pessoas normais e inocentes que cumpriam com suas rotinas, desta vez muçulmanos britânicos que deixavam uma mesquita", em "um momento sagrado do ano" para a comunidade, o mês do Ramadã.

"Este ataque contra os muçulmanos perto do seu local de culto e todos os atos de terrorismo em qualquer uma de suas formas têm um mesmo objetivo fundamental: dividir a sociedade e romper os vínculos de solidariedade que são compartilhados neste país", disse a primeira-ministra, que afirmou novamente – assim como fez nos últimos três ataques – que "não permitirá que isto ocorra". 

Atentado

No ataque deste domingo, dez pessoas ficaram feridas e um homem morreu. A Scotland Yard ainda verifica se essa morte está diretamente vinculada ao atentado, pois, aparentemente, essa pessoa já recebia auxílio quando o veículo começou a atropelar os pedestres.

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Agência Efe

May anunciou que Reino Unido vai revisar estratégias de combate ao terrorismo

Algumas testemunhas do atropelamento descreveram que o suposto autor, que foi preso, gritou que iria "matar todos os muçulmanos", antes de ser rendido pelas pessoas que estavam próximas à mesquita. O acusado do ataque é um homem de 48 anos que está sendo interrogado pela polícia. Segundo May, ele agiu sozinho.

Uma das testemunhas, Abdulrahman Saleh Alamoudi, afirmou que estava junto com um grupo de fiéis que acabava de terminar de rezar e que, nesse momento, ajudava um idoso que "tinha caído", talvez por causa do calor, quando a van do agressor se dirigiu a eles.

"Esta caminhonete veio para cima da gente. Acredito que pelo menos dez pessoas ficaram feridas e por sorte, eu consegui escapar", afirmou. "Então, o homem saiu da caminhonete e o agarrei. Estava gritando: Vou matar todos os muçulmanos, vou matar a todos os muçulmanos. Ao mesmo tempo em que ia dando murros", relatou.

Outros ataques

Este é o terceiro atentado em quatro meses no país. Em março, um carro avançou sobre pedestres na ponte de Westminster, no centro da capital britânica, e, em seguida, houve um tiroteio. Seis pessoas morreram, incluindo o autor, e mais de 40 ficaram feridas.

No final de maio, um atentado suicida a bomba na saída de um show da cantora Ariana Grande, em Manchester, matou 22 pessoas – dentre elas, muitas crianças – e deixou 59 feridos.

Na semana seguinte, em um sábado à noite, ataques na ponte de Londres e no Borough Market, muito frequentado no horário, deixaram oito mortos e mais de 40 feridos.

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