Aula Pública com Jean Chauvin: por que os romances policiais fazem tanto sucesso?

Professor da ECA-USP discute o caso da britânica Agatha Christie, uma das escritoras mais importantes - e lidas - da história

Opera Mundi TV

Na Aula Pública, professor Jean Pierra Chauvin discute o caso de Agatha Christie


Agatha Christie foi a primeira mulher a escrever romances policiais. Com um sucesso estrondoso entre os séculos 19 e 20, é reconhecida como uma das autoras que mais vendeu livros na história. Na verdade, apenas a Bíblia e as obras de William Shakespeare venderam mais que a escritora britânica. Como ela conseguiu tal façanha?


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

Esta é questão que Jean Pierre Chauvin, doutor em Teoria Literária e professor da ECA USP, responde na Aula Pública Opera Mundi. Para o especialista, uma série de fatores explicam porque os romances policiais fazem tanto sucesso.

Clique aqui para assistir a todos os episódios da Aula Pública Opera Mundi

Assista ao primeiro bloco da Aula Pública com Jean Pierre Chauvin: por que os romances policiais fazem tanto sucesso?

Aula Pública Opera Mundi: imprensa sabe cobrir questões dos direitos humanos?

Antonio Candido: 'o socialismo como caminho para a igualdade é uma doutrina triunfante'

Aula Pública com Wolfgang Leo Maar: a periferia de São Paulo é liberal?

 

Na segunda parte, o professor Jean Pierre responde perguntas do público na Universidade Anhembi Morumbi, campus Vila Olímpia



"Agatha teve uma educação vitoriana — destinada à elite inglesa. Falava russo, francês e era também dançarina de balé. No entanto, podemos dizer,  ela é a primeira voz feminina a fazer cultura de massa. É interessante pensar que, mesmo com esse perfil e com esse background ligado à elite, ela resolveu escrever romances para as classes populares. Mas, ao mesmo tempo, não abandonou o refinamento e a complexidade dos personagens", explica Jean Pierre.

Agatha Christie escreveu mais de 70 romances, peças de teatro e contos, traduzidos em dezenas de países. Em comparação com as obras do século XIX, afirma Chauvin, teve que adotar uma linguagem quase coloquial para se aproximar do grande público.

"A linguagem que ela adotou fez com que as pessoas pudessem fazer trocas simbólicas e discutir — boca a boca —  as obras que ela publicou. Esse processo fez com que os livros vendessem mais. Em termos de refinamento estético, outro aspecto importante é a preocupação da autora com os retratos — moral, psicológico e físico — dos personagens. E, por fim, o elemento decisivo: o crime", explica.

 

 

Leia Mais

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Destaques

Publicidade

História Agrária da Revolução Cubana

História Agrária da Revolução Cubana
Este livro é um estudo sobre a saga da reforma agrária numa sociedade de origem colonial presa ao círculo vicioso do subdesenvolvimento. Fundamentado em farta documentação e entrevistas com técnicos e lideranças que participaram diretamente do processo histórico cubano, o trabalho reconstitui as barreiras encontradas pela revolução liderada por Fidel Castro para superar as estruturas materiais de uma economia de tipo colonial.
Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias