'Não existe o melhor do capitalismo; ele é sempre selvagem', diz filósofo cubano

Em entrevista ao Cubadebate, Enrique Ubieta descartou possibilidade de políticas centristas serem implementadas na ilha; para ele, centristas trariam capitalismo 'pela porta da cozinha'

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Em entrevista publicada no site Cubadebate nesta quinta-feira (06/07), o intelectual cubano Enrique Ubieta rejeitou a existência de uma "parte boa" do capitalismo e a possibilidade da chamada "Terceira Via" ser aplicada em Cuba.


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“Não existe o melhor do capitalismo, como se este pudesse ser depurado, como se um bom capitalismo fosse factível”, afirmou o filósofo, jornalista e ensaísta, para quem não existe um "lado bom" do capitalismo: “Ele é sempre selvagem”.

Sobre a possibilidade de aplicar políticas de centro em Cuba, o intelectual afirmou que “o centro usaria a cultura política da esquerda para introduzir o capitalismo ‘pela porta da cozinha’”. Para o cubano, ideias centristas seriam obrigadas a se apropriar do discurso da esquerda para obter sucesso dentro de uma sociedade como a cubana.

Reprodução/Youtube

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Ubieta ainda comentou sobre o processo eleitoral em países capitalistas. "No sistema eleitoral capitalista supostamente existe uma esquerda e uma direita, mas essa esquerda, cuja matriz ideológica é a socialdemocracia, que em suas origens era marxista e pretendia reformar o capitalismo até fazer com que ele gradualmente desaparecesse, hoje funciona ao sistema e renegou o marxismo, e se diferencia dos partidos conservadores em suas políticas sociais e em sua compreensão sem preconceitos da diversidade", avalia.

Para o intelectual, este sistema eleitoral funciona como um mercado no qual o eleitor se comporta como um cliente, podendo escolher entre esquerda e direita, mas sem nunca se satisfazer. “O eleitor está farto de que os partidos de direita e esquerda se alternem e apliquem políticas similares e então o sistema constrói uma falsa terceira via”, afirma.

Sobre possíveis grupos de oposição que visam o poder em Cuba, o filósofo disse existir uma “burguesia aspirante”, porém sem o apoio necessário para chegar ao poder. “Se a burguesia tentar tomar o poder em Cuba, vai precisar de uma força exterior que a respalde”, disse Ubieta, aludindo a uma possível interferência estrangeira na ilha.

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