Brasil é o país mais perigoso do mundo para ativistas ambientais e rurais, aponta estudo

49 pessoas foram assassinadas em 2016 por questões ambientais ou rurais no Brasil, afirma Global Witness; Comissão Pastoral da Terra culpa 'avanço agressivo' de empresas

Um estudo publicado nesta quinta-feira (13/07) pela ONG Global Witness apontou que o Brasil é o país mais perigoso do mundo quando se trata de questões agrárias. Segundo dados publicados pela organização, 49 pessoas que defendiam causas ambientais e rurais foram assassinadas em 2016.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

A ONG ainda afirma que a indústria madeireira estaria ligada a 16 assassinatos, enquanto que grandes proprietários de terra seriam responsáveis por inúmeras mortes na Amazônia. Para a Global Witness, “o Brasil tem sido sistematicamente o país mais funesto para defensores e defensoras do meio ambiente e da terra”.

Com relação a políticas ambientais e proteção aos ativistas, a organização afirma que, “apesar do chocante e crescente número de assassinatos, o governo brasileiro tem, na verdade, diminuído a proteção a defensoras e defensores ambientais” e destaca medidas negativas tomadas por Michel Temer que “quase imediatamente após assumir o poder, em agosto do ano passado, desmantelou o Ministério dos Direitos Humanos”. 

Wikicommons

49 pessoas foram assassinadas em 2016 por questões ambientais ou rurais no Brasil, afirma ONG

Reforma trabalhista dificulta combate ao trabalho escravo, dizem especialistas

Imprensa internacional diz que condenação de Lula vem em meio a favoritismo para 2018; veja repercussão

Cais do Valongo, símbolo de um crime contra a humanidade

 

Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT) os assassinatos podem ser atribuídos ao “ao avanço agressivo, com respaldo estatal, de projetos empresariais - incluindo agronegócios, mineradoras e empresas de energia - sobre as terras de comunidades indígenas e tradicionais, assim como de pequenos agricultores, os quais têm organizado uma crescente resistência coletiva para enfrentar o problema”.

Ainda de acordo com a CPT, “as raízes do conflito encontram-se na história do colonialismo e da escravidão no Brasil, e o fato de o governo nunca ter resolvido os problemas estruturais do setor agrário”. Segundo dados da Comissão, o número de assassinatos por conflitos no campo em 2016 no Brasil foi o maior em 13 anos e desde janeiro de 2017, 46 pessoas foram mortas devido a conflitos de terra.

América Latina

O estudo realizado pela Global Witness também menciona casos de assassinatos por questões ambientais e rurais na América Latina. Em 2016, o número de ativistas mortos na Colômbia chegou a 37 e em Honduras, a 14.

A Nicarágua registrou 11 assassinatos de defensores ambientais em 2016. A Guatemala contabilizou seis mortos, seguida por México com três e Peru com dois.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Destaques

Publicidade

Promoção 100 livros para os 100 anos da Revolução

Promoção 100 livros para os 100 anos da Revolução

Inspirada pela Revolução Russa, a Alameda Casa Editorial fez uma seleção de 100 livros com desconto de 20% e frete grátis. São livros que tratam da sociedade capitalista, do mercado de trabalho, do racismo, do pensamento marxista, das grandes depressões econômicas, enfim: do pensamento social que, direta ou indiretamente, foi influenciado pela revolução dos trabalhadores de 1917. Aproveite.

Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias

Mugabe reaparece em público após intervenção militar

Oficialmente em prisão domiciliar, presidente do Zimbábue é visto em público pela primeira vez desde que Forças Armadas assumiram o controle do país; sua saída do poder, após quase quatro décadas, ainda é incerta.