Lula faz 'defesa enérgica' após condenação por Moro, diz The Guardian; veja repercussão

'Lula desafia condenação por corrupção lançando campanha presidencial para 2018', diz Irish Times; publicações estrangeiras também ressaltam liderança do ex-presidente em pesquisas de intenção de voto

Atualizada às 11:51 de 14/07/2017

A imprensa internacional repercutiu o pronunciamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (13/07) em resposta à sentença ditada ontem pelo juiz Sergio Moro que o condena a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

O ex-presidente falou a apoiadores e membros do PT (Partido dos Trabalhadores) na sede da legenda em São Paulo sobre sua condenação e ressaltou que pretende ser candidato à eleição presidencial em 2018. “A única prova que existe nesse processo é a prova de minha inocência”, afirmou.

Veja a repercussão na imprensa internacional da fala de Lula:

The Guardian – Reino Unido

Para o jornal britânico The Guardian, Lula fez uma “defesa enérgica” de sua inocência em seu pronunciamento nesta quinta-feira (13/07). A publicação classificou o discurso do ex-presidente como “breve e emotivo” e ressaltou as declarações de Lula de que sua condenação tem motivação política e de que pretende se candidatar à eleição presidencial em 2018.

Lula é “um dos políticos mais populares do país” e a sentença é “um sério golpe em suas chances de um retorno à política”. “Se a condenação for confirmada [em segunda instância], Lula será impedido de exercer cargo público, o que retiraria de cena o líder da corrida eleitoral para 2018 e abriria a porta para ‘outsiders’ que jogariam com a revolta disseminada em meio a uma profunda recessão econômica e às evidências de ampla corrupção política”, diz o The Guardian.

Página/12 – Argentina

“É uma sentença contra um projeto de país”, destacou o jornal argentino Página/12 da fala de Lula. A publicação também ressaltou a denúncia do ex-mandatário de que a decisão de Moro se insere na tentativa de evitar que ele se reeleja presidente em 2018.

“O golpe não fecha se Lula pode ser candidato”, disse o ex-presidente em referência à destituição de Dilma Rousseff em 2016, ao que o jornal comentou que “as pesquisas o colocam como máximo favorito para vencer as eleições presidenciais” do ano que vem.

Agência Efe

O ex-presidente Lula durante pronunciamento na sede do PT em São Paulo nesta quinta-feira (13/07)

Mais gente desapareceu no México nos últimos 11 anos do que nas ditaduras de Argentina e Chile, mostram dados oficiais

Imprensa internacional diz que condenação de Lula vem em meio a favoritismo para 2018; veja repercussão

'A partir de agora, vou reivindicar minha candidatura para presidente em 2018', diz Lula

 

The Irish Times – Irlanda

"Lula desafia condenação por corrupção lançando campanha presidencial para 2018", escreve o irlandês The Irish Times. Para o jornal, o ex-presidente fez "um discurso apaixonado" no qual denunciou a condenação de Moro, os promotores que apresentaram as acusações contra ele e "as elites políticas e midiáticas do país".

O jornal também observa que "Lula nega a acusação, afirmando que a condenação se baseia na palavra de empresários que deram falso testemunho contra ele com o objetivo de reduzir suas próprias sentenças por corrupção".

Cubadebate – Cuba

O site cubano Cubadebate abre seu texto afirmando que Lula “denunciou que a condenação (sem provas) a nove anos e seis meses de prisão por presumidos atos de corrupção responde a uma perseguição política, à pretensão de acabar com o projeto político que ele representa, e também revelou que meios de comunicação têm feito campanhas para difamá-lo”.

A publicação também diz que Lula foi condenado por Moro “em um processo com erros fáticos” e ressaltou a observação do ex-presidente de que “é imperativo revisar a situação do país, começando pelo Poder Executivo dirigido por Michel Temer, um dos promotores do golpe de Estado parlamentar contra Dilma Rousseff”.

El País – Espanha

“Lula respondeu com um desafio à condenação a nove anos e seis meses de prisão”, escreve o jornal espanhol El País. “A sentença por corrupção – contra a qual cabe recurso – contra Lula complicou ainda mais o já intrincado panorama político brasileiro, mas o ex-mandatário insiste em que se trata somente de um obstáculo em seu caminho”, diz a publicação.

“Não lhe falta razão ao dizer que, embora seus inimigos tenham o poder das instituições, ele mantém até hoje um apoio popular surpreendente”, segue o El País. “Quando nesta quarta-feira se publicou a notícia da condenação do político mais querido do Brasil, ainda hoje uma referência da esquerda latino-americana, o país se dividiu praticamente me dois. Se sobrepuseram, nas ruas e também nas redes, as mostras de apoio e de repúdio àquele que foi o presidente nos anos dourados do país, entre 2002 e 2010.”

La Jornada – México

O jornal mexicano La Jornada reproduziu uma nota da agência de notícias AFP que destaca a afirmação de Lula de que é alvo de uma "caçada judicial" que está "destruindo a democracia" brasileira.

"Vestido com sua habitual polo vermelha do PT e terno cinza, Lula, que figura como favorito nas pesquisas sobre as eleições previstas para outubro do ano que vem, voltou a demonstrar que tem a dialética e a energia de sempre", diz o texto. 

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Destaques

Publicidade

A XV Semana de Relações Internacionais da PUC-SP se propõe a debater diversos temas de suma importância no mundo global, diverso, construído por múltiplas interseccionalidades e difíceis obstáculos que emergem em tempos nebulosos, incertos e de repressão e transgressão. Assim, o Centro Acadêmico de Relações Internacionais da PUC-SP convida todos a participarem de uma semana repleta de debates, circunscrevendo: a Segurança Pública e Internacional; aos desafios da migração num mundo de muros e fronteiras; aos direitos em oposição com a determinação neoliberal; aos discursos de resistência e política do Sul outrora colonizado; a inserção internacional brasileira pela política externa e comercial; aos desafios da saúde num mundo global e capitalista. Mini-cursos sobre desenvolvimento da África e narrativas alternativas ao desenvolvimento progressivista na América Latina e um workshop com a Professora Dra. Mônica Hirst serão oferecidos
Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias