Governo da Venezuela lança plano nacional de parto humanizado

Iniciativa pretende reverter 'paradigmas do capitalismo selvagem e materialista' sobre o parto, disse o presidente Nicolás Maduro; programa integrará médicos comunitários, parteiras e médicos cubanos que atuam no país

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lançou nesta terça-feira (11/07) um Plano Nacional de Parto Humanizado, que pretende erradicar a violência obstétrica e atender até 500 mil gestantes por ano no país.


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“A gravidez é um processo eminentemente social e nós temos que mudar os paradigmas que foram semeados nos últimos 100 anos, de capitalismo selvagem e materialista, que fez perder a cultura da companhia materna e familiar”, disse o mandatário no ato de lançamento do programa no Palácio de Miraflores, sede do governo, em Caracas.

Segundo Maduro, o plano irá combinar avanços da ciência e conhecimentos ancestrais para atender as gestantes venezuelanas. A ministra para Mulheres e Igualdade de Gênero da Venezuela, Blanca Eekhout, disse que no programa trabalharão médicos comunitários, parteiras com formação em parto humanizado, representantes do Ministério da Saúde e das áreas de Saúde Integral Comunitária e médicos cubanos que atuam no país.

Twitter / @presidencialven

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante o lançamento do Plano Nacional de Parto Humanizado com ministras e agentes comunitárias de saúde

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Em sua primeira fase, o plano irá atender 900 gestantes, cadastradas durante visitas domiciliares, que receberão assistência desses profissionais ao longo da gravidez e no momento do parto. Em sua segunda fase, o programa chegará a 3.057 que estão sendo contatadas para participar da iniciativa, e a intenção é que chegue às 500 mil mulheres que engravidam no país a cada ano, segundo Maduro.

O governo alocou 12 bilhões de bolívares (cerca de R$ 3,8 bilhões) para o plano, que serão destinados, entre outras medidas, à formação de 10 mil promotoras comunitárias do parto humanizado e a uma campanha de conscientização sobre a importância da atenção humanitária às gestantes.

O presidente venezuelano disse também que espera que a Assembleia Nacional Constituinte, cuja eleição será realizada no próximo dia 30, dê caráter constitucional ao plano, que contempla consultas médicas mensais e acesso a medicamentos de modo gratuito.

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