Tiroteio entre palestinos e policiais israelenses deixa 5 mortos em Jerusalém

Polícia israelense afirma que três palestinos atacaram os agentes, que revidaram, matando os agressores; Israel determina fechamento de Esplanada das Mesquitas em dia de oração para muçulmanos

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Três palestinos e dois policiais israelenses morreram nesta sexta-feira (14/07) após um tiroteio próximo à Porta dos Leões, uma das entradas da Cidade Velha de Jerusalém.


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De acordo com Micky Rosenfeld, porta-voz da polícia israelense, três homens armados atiraram contra os policiais, que revidaram. Os soldados feridos foram levados para o hospital, mas não resistiram aos ferimentos.

Os agressores seriam árabes-israelenses – como Israel classifica palestinos com cidadania israelense – originários de Umm al-Fahm, da província israelense de Haifa, e estariam munidos de facas, uma pistola e duas metralhadoras, disse o comunicado policial. Eles foram mortos pela polícia após o ataque.

Após o atentado, que ocorreu por volta das 7h20 local, a área foi fechada, incluindo o Monte do Templo, como é chamado por israelenses, e Haram al-Sharif, por muçulmanos, considerado sagrado e que abriga a mesquisa Al Aqsa e o Domo da Rocha.

A polícia classificou o incidente de "incomum e extremo" e decretou o fechamento do recinto sagrado durante todo o dia, algo que não ocorria uma sexta-feira de reza muçulmana desde 1990, segundo o site do jornal Haaretz.

Agência Efe

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, conversaram por telefone depois do incidente, informou a agência de notícias palestina Wafa.

O presidente Abbas condenou o ataque e manifestou “sua rejeição a todo ato de violência, venha de onde vier, especialmente em lugares de culto”. Ele pediu, porém, que fosse cancelada a medida de fechamento e alertou a Israel que “pode levar a consequências negativas e ser utilizado por outros grupos para mudar o status quo dos lugares sagrados”.

Segundo a Wafa, Abbas falou hoje com representantes de países árabes para que pressionem Israel a recuar e reabrir a Esplanada das Mesquitas.

"Fechar a mesquita de Al Aqsa e impedir que os fiéis realizem suas orações de sexta-feira é uma perigosa, condenável e rejeitada escalada", declarou Osama al Qawasmeh, porta-voz do Fatah na Cisjordânia, e chamou os palestinos a se aproximar até o recinto sagrado para se opor à medida.

Milhares de muçulmanos oraram hoje nos arredores da cidade amuralhada cujos acessos estavam vigiados e ficaram bloqueados pelas forças de segurança israelenses.

 

*Com Agência Efe

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