Aula Pública com Juarez Xavier: por que mídias radicais são fundamentais para as contranarrativas populares?

Professor de jornalismo da Unesp discute como a transformação da realidade exige a pluralidade de informações

As mídias radicais são fundamentais para a compreensão do mundo contemporâneo. Além de garantir a pluralidade das fontes de informação, essa nova modalidade comunicativa permite romper com o foco narrativo único, ou seja, o jornalismo que se atém apenas aos interesses coorporativos, sem qualquer tipo de preocupação cidadã. Mas afinal, o que são mídias radicais e por que elas são fundamentais às contranarrativas populares?


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Estas são indagações que Juarez Xavier, doutor em Ciências pelo Prolam (Programa de Pós-Graduação Integração da América Latina) e professor de Jornalismo da Unesp, responde na Aula Pública Opera Mundi.

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Para o especialista, as mídias radicais têm como função pluralizar o pensamento e, como consequência, dar aos cidadãos elementos para a transformação da realidade.

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Na Aula Pública, Juarez explica como as contra-narrativas populares podem transformar a realidade

"As mídias radicais oferecem possibilidades para que as pessoas possam ampliar o campo cognitivo de compreensão dos fenômenos. O Estado brasileiro, pela sua ação ou pela sua ausência, especializou-se em matar jovens, mulheres, gays, travestis e pobres. É um Estado extremamente violento e, para conter o poder político num cenário como esse, você precisa de uma mídia que justifique essas ações. E a mídia brasileira se afeiçoou a esse tipo de organização de Estado, abrindo mão de aspectos fundamentais do jornalismo do século 20. Nos dias atuais, a imprensa não produz informação ativa para que as pessoas defendam a cidadania. A mídia brasileira se conformou com esse tipo de estado", explica Juarez.

Assista ao primeiro bloco da Aula Pública com Juarez Xavier: por que as mídias radicais são fundamentais às contra-narrativas populares?

 

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No segundo bloco, o professor Juarez responde perguntas do público na Universidade São Judas Tadeu, na Mooca.


Além disso, a questão da objetividade é um aspecto fundamental para compreender a comunicação. Com narrativas fantasiosas, como no caso da atual reforma trabalhista, a imprensa tradicional não cumpre com parâmetros sociais da comunicação.

"Devemos considerar a objetividade como um aspecto cognitivo. Ou seja, preciso identificar uma realidade para além da minha subjetividade para poder transformar a realidade social. A mídia brasileira passa a construir narrativas de caráter ideológicos no sentido clássico, invertendo a leitura da realidade. As mídias radicais surgem para romper com isso: elas são contra o estado autoritário e contra a mídia coorporativa. Em grande parte dos veículos de comunicação, sobretudo do jornalismo comercial, é possível perceber um foco narrativo quase que único. Ou seja, não há diversidade e as fontes são sempre as mesmas", afirma Juarez. 

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