Maduro diz que sanções demonstram 'ódio' e 'impotência' de Trump

'Não obedeço ordens imperiais, ordens de governos estrangeiros, nem hoje nem nunca', disse o presidente venezuelano; EUA impôs sanções contra ele em resposta à eleição da Constituinte no domingo

Atualizada às 19:47

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, respondeu na noite desta segunda-feira (31/07) às sanções impostas contra ele pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump. Segundo o líder chavista, as sanções são prova do “ódio” e da “impotência” do mandatário norte-americano, que as ordenou como resposta à eleição da Assembleia Nacional Constituinte, realizada no domingo (30/07).


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"São algumas decisões que expressam sua impotência, seu desespero, seu ódio. Expressam o caráter do magnata que é o imperador dos EUA. Não obedeço a ordens imperiais de governos estrangeiros", disse Maduro em um discurso transmitido por rede nacional de televisão a partir da sede do CNE (Conselho Nacional Eleitoral).

O presidente venezuelano criticou mais uma vez os EUA por se comportarem de maneira imperial na América Latina e no Caribe, atacando os governos da região que não se dobram ao domínio do governo norte-americano. “Ele [Trump] dá ordens que devem ser obedecidas por seus súditos em suas terras imperiais na América Latina e no Caribe”, disse Maduro.

“Eu não obedeço ordens imperiais, não obedeço ordens de governos estrangeiros, nem hoje nem nunca”, afirmou. “Sancionem, imponham as sanções que queiram, mas o povo venezuelano decidiu ser livre e eu sou o presidente de um povo livre, soberano, orgulhoso, patriota, bolivariano e chavista”, enfatizou.

Prensa Presidencial

Nicolás Maduro durante discurso na sede do CNE ao lado da presidente do órgão, Tibisay Lucena, também sancionada pelos EUA

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Desde meados de julho o governo Trump vinha ameaçando o governo Maduro com sanções em uma tentativa de pressionar o presidente venezuelano a suspender a eleição para a Constituinte. O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Samuel Moncada, já havia anunciado que Caracas iria fazer “uma revisão profunda” da relação com Washington.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, afirmou nesta segunda-feira (31/07) em comunicado que “a eleição ilegítima de ontem [domingo] confirma que Maduro é um ditador que desconsidera a vontade do povo venezuelano”. “Ao sancionar Maduro, os EUA deixam clara nossa oposição às políticas deste regime e nosso apoio ao povo da Venezuela que busca devolver uma democracia plena e próspera a seu país”, acrescentou.

A sanção significa que todos os ativos de Maduro sujeitos à jurisdição dos EUA estão congelados e que todos os norte-americanos estão proibidos de fazer qualquer transação com o presidente venezuelano.

Com Maduro, chega a 29 o número de membros ou ex-membros do governo da Venezuela sancionados pelos EUA, em medidas iniciadas pela administração de Barack Obama em 2015. Além do presidente venezuelano, os presidentes da Síria, Bashar al Assad, da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e do Zimbábue, Robert Mugabe, também estão sob sanção dos EUA.

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