Em Caracas, Alba dá apoio a Maduro; em Lima, chanceleres de 17 países das Américas dizem 'desconhecer' Constituinte

Países que foram a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América se reuniram na Venezuela; no mesmo dia, chanceleres de Brasil, Canada, Argentina, Chile e outros se encontraram no Peru

Os países da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) fecharam apoio nesta terça-feira (08/08) ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitando as sanções internacionais contra a Assembleia Nacional Constituinte, órgão defendido pelo bloco instalado pelo chavismo no país. As nações se reuniram em Caracas.


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No mesmo dia, chanceleres e representantes de 17 países das Américas reunidos em Lima afirmaram que "não tolerarão golpes militares nem autogolpes" e que só apoiarão as instituições democráticas da Venezuela, e afirmaram desconhecer a Assembleia Constituinte instalada na última sexta (04/08).

No final do encontro na Venezuela, os países da Alba assinaram uma declaração conjunta. "Essas ações contra a Venezuela não conduzirão a nenhuma solução que favoreça ao povo e só têm como objetivo gerar mais instabilidade, alentando os setores mais violentos da oposição", afirmou o bloco, em texto, que classifica como "ingerências imperialistas" as sanções adotadas pelos EUA contra Maduro e membros do governo venezuelano por realizarem a Constituinte.

Fotos: Agência Efe

Países da Alba se reuniram em Caracas e fecharam apoio a Maduro

 

A aliança bolivariana, por sua vez, reconhece a validade da Assembleia. Os chanceleres da Alba criticaram, além disso, a "guerra não convencional" contra Venezuela, Cuba e outros países socialistas. Eles também reiteraram o apoio à revolução chavista e pediram à oposição venezuelana um diálogo com o governo para superar a crise enfrentada pelo país.

Fundada em 2004 por Venezuela, Cuba e outros países da América Latina e do Caribe, a Alba tem entre os membros países como Bolívia, Nicarágua e Equador.

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Reunião de Lima

Por sua vez, na reunião que aconteceu na capital peruana, os chanceles de 17 países das Américas pediram o que classificaram de “reestabelecimento da ordem democrática”.

"Queremos que se restabeleça a ordem democrática, através de uma negociação crível, sincera, com efeitos reais", disse o chanceler chileno Arauto Muñoz. Segundo ele, "há vontade de contribuir para uma saída negociada pelos próprios venezuelanos para que definam seu futuro".


Chanceleres de países como Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru se reuniram em Lima


O secretário de Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, destacou o respaldo do grupo ao parlamento venezuelano, de maioria opositora, e insistiu que os atos jurídicos, como contratos e financiamentos internacionais que o governo venezuelano solicitar, "só serão reconhecidos quando tal assembleia os tenha aprovado". "Esta medida valida nossa postura a favor das instituições democraticamente eleitas na Venezuela", disse Videgaray.

Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse que não se pode "admitir a continuidade” do que chamou de “horror" na Venezuela, após explicar a suspensão de Caracas por tempo indeterminado do Mercosul no último final de semana.

Participaram da reunião em Lima representantes de Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru, entre outros. 

(*) Com Efe

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