Apenas 36% dos norte-americanos conseguem localizar Coreia do Norte no mapa, diz pesquisa

Quanto maior o conhecimento geográfico, maior a preferência por soluções diplomáticas à crise entre Pyongyang e Washington, indica estudo; na TV, norte-americanos dizem que país asiático é ameaça, mas não conseguem localizá-lo no mapa

Segundo pesquisa encomendada pelo jornal The New York Times, quase dois terços dos norte-americanos não é capaz de localizar a Coreia do Norte em um mapa-múndi, e aqueles que conseguem tendem a preferir uma saída diplomática para a escalada de tensão entre Pyongyang e Washington.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

A pesquisa, realizada com 1.746 adultos no fim de abril, concluiu que o conhecimento geográfico pode contribuir para uma maior compreensão da complexidade de eventos geopolíticos. 

Isso porque, entre os participantes, aqueles capazes de identificar a Coreia do Norte no mapa – 36% deles – tenderam a preferir o emprego de estratégias diplomáticas e não-militares na relação entre o país e os EUA. Aqueles que não sabiam apontar a localização da Coreia do Norte no mapa tenderam a preferir o uso de estratégias militares, inclusive o envio de tropas norte-americanas ao país.

A pesquisa foi divulgada no começo de julho pelo NYT, e dois experimentos recentes com pessoas nas ruas de Los Angeles e Nova York corroboraram o resultado da sondagem, apontou o site Sputnik.

O apresentador norte-americano Jimmy Kimmel enviou um repórter às ruas de Los Angeles, na costa oeste dos EUA, para tentar extrair a exata localização da Coreia do Norte junto a várias pessoas que eram questionadas se o governo norte-coreano representava uma ameaça ao país. As respostas foram muitas – e quase nenhuma correta.

Coreia do Norte diz que usará 4 mísseis para atacar Guam, ilha dos EUA no oceano Pacífico

Trump diz que ameaça de 'fogo e fúria' contra Coreia do Norte não foi 'dura o suficiente'

Rússia não aceitará que Coreia do Norte tenha armas nucleares, diz chanceler de Putin

 

“Não, este é o Canadá”, refutou o repórter a uma pessoa. “Não, aí está localizado o Oriente Médio”, esclareceu a outra. Houve até quem apontasse o Brasil.

Já nas ruas de Nova York, na costa leste dos EUA, os resultados não foram muito melhores quando um jornalista do RT tentou o mesmo experimento. “Não, esta é a Sibéria”, teve de responder o repórter em um dos casos.

O geógrafo Harm de Blij, citado pelo NYT, escreveu que a geografia é "um ótimo antídoto ao isolamento e ao provincianismo" e afirmou que a sociedade norte-americana é a "mais analfabeta geograficamente no planeta", o que constrasta com o fato de que "o poder dos EUA pode afetar países e povos ao redor do mundo".

"A falta de conhecimento geográfico significa que não há um contraponto a representações levianas de questões internacionais", disse ao jornal Alec Murphy, professor de geografia da Universidade de Oregon.

Reprodução

'Não, este é o Canadá': norte-americanos tentam encontrar a Coreia do Norte no mapa

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Destaques

Publicidade

História Agrária da Revolução Cubana

História Agrária da Revolução Cubana
Este livro é um estudo sobre a saga da reforma agrária numa sociedade de origem colonial presa ao círculo vicioso do subdesenvolvimento. Fundamentado em farta documentação e entrevistas com técnicos e lideranças que participaram diretamente do processo histórico cubano, o trabalho reconstitui as barreiras encontradas pela revolução liderada por Fidel Castro para superar as estruturas materiais de uma economia de tipo colonial.
Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias

Olhar crítico desde a esquerda: a economia

Desafio estratégico para superar a condição de exportadores de commodities requer um processo de industrialização especializada para as exportações que permita dar o salto ao desenvolvimento produtivo e à independência econômica